12 Horas de Sono

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Na música existem dois lados. O lado dos negócios e o lado dos sentimentos. Quem canta e quem toca um instrumento sente de verdade cada nota, cada acorde. Quem administra um músico sabe contar bem o dinheiro e reconhece uma boa proposta. Então, formam-se os sucessos.

Hoje em dia a música verdadeira depende de apenas poucos músicos. A maioria grava para vender e muita gente concorda com isso. É uma fábrica de dinheiro em cima de letras e músicas sem o menor pingo de sentimento. Eu sou um bom apreciador da boa música, e é por isso que Cadillac Records me tocou.

O filme conta a história do surgimento de vários gêneros musicais. Do Blues ao Rock & Roll. Não o blues tão composto e complexo que se escuta hoje, mas o bom e velho blues de raiz, aquele nascido no Mississippi, EUA. E o rock n’ roll a mesma coisa. Nada das variações de hoje em dia. O rock cru que veio com a influência do blues e que nos deu muitos presentes. Um deles é o maravilhoso Chuck Berry que está representado no filme.

O ponto fraco do filme é a direção e a edição. Se perderam muito nessas duas categorias e acabaram dando um toque estranho ao filme. As vezes é até preciso forçar um pouco a cabeça para tentar adivinhar o que está havendo. O tempo passa sem aviso e nós temos que descobrir em que ponto da história aquilo está acontecendo.

Já, por outro lado, a fotografia, a direção de arte e o figurino estão de parabéns. Foram muito felizes com a recriação da época. As atuações foram medianas, mas não deixaram de ser boas.

As melhores partes do filme estão onde existe a música. No studio ou ao vivo, quem gosta do estilo consegue até dar uma balançada na cadeira.

Nada brilhante, mas um filme que merece ser visto. Claro que eu indico mais aos fãs de blues e rock n’ roll dos anos 40. Se você gosta de uma boa música e sua história, vai gostar do filme.

Fables

Posted on: 16/01/2009

Ultimamente eu tenho estado mais interessado em HQs. Não que isso seja anormal, pelo contrário. Sempre fui leitor de Spider-Man e X-Men, por exemplo, mas as que vem me chamando a atenção não passam nem perto do estilo super-herói de ser, muito menos do estilo Marvel de ser. São as revistas da DC/Vertigo. Todo mundo que não seja viciado nessa arte já leu nomes como Neil Gaiman e Alan Moore, e esses dois são bons exemplos de nomes que devem estar escritos no alto da piramide quando o assunto é HQ. Esses dois – e alguns outros – abriram as portas do que podemos chamar de quadrinho adulto. Não são quadrinhos de sexo – bom, as vezes rola – e sim temas adultos no geral. Posso citar dois títulos para melhor mostrar o que isso significa: Neil Gaiman é responsável por títulos como Sandman e Stardust. Já Alan Moore é responsável por V de Vingança.

Com toda essa referência e uma cabeça muito boa para um roteiro cheio de  histórias inteligentes e maravilhosas Bill Willingham nos presenteia com a excelente HQ Fables. Já cheguei a comentar aqui no blog que uma possível série baseada nos quadrinhos estaria sendo cotada para estrear na ABC. Nada ainda está muito certo, mas se acontecer e for bem feito será lindo.

O assunto aqui é HQ, então essa coisa de adaptação para a tv fica no outro post. Eu nunca tinha parado para ler a fundo a criação de Willingham, e quando fiz fiquei boquiaberto. As personagens são muito bem montadas e o resultado é algo quase irreal, completamente divertido de se ler. Na história, as fábulas tiveram que migrar para o mundo da realidade. Como eles gostam de chamar, o mundo mundano. O motivo foi a tomada do mundo das fábulas pelo “adversário” que até onde eu li não havia sido revelado. Para que a ordem fosse levada a sério formou-se um comitê responsável pelo certo e errado aqui no mundo real, e esse comitê é formado por um prefeito e um vice-prefeito. Aliás, uma vice-prefeita. Branca de Neve é a segunda responsável por todas as criaturas de fábulas, senão a primeira, já que tudo é resolvido às suas custas, o prefeito apenas dá as ordens.

Branca de Neve tem uma irmã, Vermelha de Rosa. Dizem que existe uma fábula que trata dessa personagem. Eu mesmo nunca li ou ouvi falar, mas pode ser nova. O Lobo Mau, que recebeu o apelido de Bigby – Big B. (Big Bad Wolf) – também está presente como um detetive, e se mantém sob a pele de um cordeiro, ou seja, na forma humana. Após migrarem para o mundo real, algumas fábulas mudaram e se tornaram “boazinhas”, até porque no mundo real não é permitido confusão, muito menos que a máscara seja quebrada. Assim, então, Bigby ajuda ao comitê a desvendar os mistérios que rondam a cidade. Aliás, todas as fábulas que não possam ter uma forma humana vivem distantes da cidade, morando em uma fazenda na área rural.

Outros personagens também estão na história. Alguns nomes são: João – é, aquele do pé de feijão, que namora Vermelha de Rosa -, a Bela e a Fera – que estão casados há mais de cem anos -, o Príncipe Encantado – que se separou de Branca de Neve logo no início da relação por ter ido pra cama com Vermelha de Rosa -, um dos três Porquinhos, pelo menos até onde eu vi – que vive importunando Bigby por ele ter feito o que fez com ele -, Barba Azul – o temido pirata que matava suas esposas e tem um caso com Vermelha de Rosa -, entre outros.

Ufa! Quantos, não? E olha que eu só li 4 edições. Já foram publicadas mais de 70 lá nos EUA. Aqui no Brasil existem alguns encadernados lançados pela Devir e atualmente a Pixel, da Ediouro, publica edições em mix com outras histórias todo o mês na Fábulas Pixel. O bom é que pelo menos o título chegou aqui. O ruim é que a Pixel anda fazendo uma confusão dos diabos com sua cronologia e publicações. É um troca troca de revista que não para mais.

Claro que existe um meio mais fácil de se conseguir as edições. Esse meio é o de download na internet. Já comentei sobre o site Vertigem que publica esse tipo de quadrinho adulto do selo Vertigo. Mas baixando ou não, estou rezando para que a confusão na Pixel termine para que as publicações possam continuar sem problemas. Eu baixo por não aguentar de curiosidade, mas ler no pc é muito ruim. Além do mais, eu gosto de ter a revista em mãos, ler onde quiser e apreciar a arte impressa, não digitalizada.

Por falar em arte, a de Fables não é das minhas preferidas. Eu gosto do estilo pintura à óleo ou algo parecido. Mais artístico. Mas comparando Fables com Hellblazer, por exemplo, eu prefiro Fables, e isso já é o suficiente. No entanto o traço usado é até importante para inserir detalhes que dão um “q” a mais na HQ.

Nas primeiras edições a história é a seguinte: Vermelha de Rosa está desaparecida. Os principais suspeitos são João e Barba Azul. Ambos já se relçacionaram com ela. João a namora há 4 anos, e Barba Azul é seu amante há 1 ano. Branca de Neve fica arrasada quando sabe da notícia, mesmo estando brigada com sua irmã há décadas. Para investigar o caso, é chamado o “xerife” da cidade. Bigby, o Lobo Mau.

Como podem perceber, a história não é uma fábula em si, e para quem acha que é algo que se prende no humor, está enganado. Na verdade trata-se de uma HQ policial, investigativa, de suspense e com um toque noir. Claro que existem os elementos de humor, ainda mais no sarcasmo de alguns personagens ou diálogos muito bem bolados. Também não se pode esquecer dos elementos visuais que são empregados em alguns cenários. É possível, por exemplo, reparar o gancho do capitão Gancho no escritório de Barba Azul. Foda, não?

Acho que está de bom tamanho o post. Eu recomendo para quem gosta de ler HQ. Para quem não gosta, não adianta. Mas talvez possam tentar, vai que vocês começam a gostar. Porém cuidado, isso vicia e fale pessoas, huahuahuauhahuahua!!!

Milk

Posted on: 15/01/2009

Quem gosta de filme político leventa a mão! Eu adoro. E Milk tem um porém, não apenas fala de política como também fala do preconceito contra os gays.

Harvey Milk foi o primeiro político norte-americano abertamente gay a conquistar um mandato, e o diretor Gus Van Sant retrata isso para o público na telona. O filme pode ser longo e demorado, mas nesse caso é o que devemos esperar. É uma história de quase 20 anos, cheia de problemas que na época tiveram um grande efeito. Acho que se é para contar algo importante da história, então que seja bem contado, incluindo os detalhes.

O que mais me impressionou no filme foi a incrível interpretação que Sean Penn deu à Harvey Milk. Alguns dizem que o político não era assim, e que ou Penn ou Van Sant, quiseram criar uma nova pessoa, e não imitar exatamente  como ele era. Mas que assim seja, pois Sean Penn deu tamanha veracidade ao papel que eu mesmo acreditei que ele estava ali, naquela época, que era um político e que era gay. A cena do beijo entre ele e James Franco é a prova de que queriam fazer um trabalho muito bem feito.

Por falar nisso, James Franco e Emile Hirsch fizeram muito bem seus papéis. Na primeira vez que Hirsch deu as caras eu nem o reconheci, mas depois, quando ele voltou a entrar em cena, pude reparar melhor e ver quem estava fazendo um dos seguidores gays de Milk. James Franco aparece logo no início, some um pouco no meio do filme e volta no final. Palmas para esses dois atores. James Franco me surpreendeu. E olha que sua indicação ao Globo de Ouro foi por Pineapple Express.

A direção do filme ficou muito boa. Tranquila e bem apreciativa. O roteiro mostrou os pontos derradeiros e importantes do caso Milk e conseguiu montar de uma forma interessante o que iamos acompanhar durante a exibição do filme. Poderia ter ficado melhor, mas eu não o desmereço, se não obteve uma nota 10, eu diria que 8 é de bom tamanho. Começa pelo fim e termina com uma tristeza.

Estou na torcida de Sean Penn pelo Oscar! Nem sei se ele vai ser indicado, mas eu acho que merece.

Seven Pounds

Posted on: 26/12/2008

“Em sete dias, Deus criou o mundo. Em sete segundos, eu destruí o meu”

 

Hoje é sexta-feira, dia 26 de Dezembro, e aproveitando o feriado de Natal, ao invés dos filmes estrearem hoje, o fim de semana começou mais cedo e ontem já estavam à disposição do público. Se eu estivesse nos EUA, minha opção semana passada teria sido Yes Man, porém, as novidades do Brasil são Seven Pounds e Marley and Me. Entre esses dois eu escolho Seven Pounds, e digo: Vale a pena.

Uma das coisas que me ajudou bastante a ter uma boa receptividade foi não saber muito sobre o filme. O trailer indicava alguns pontos que já era possível saber mais ou menos do que se tratava, mas como não procurei ler mais sobre ele, sai na vantagem e com pouca expectativa consegui sentir, quase que como alguém que é deixado em um lugar desconhecido, o que o filme queria mostrar.

O filme começa entregando bastante coisa, mas se engana quem acha que vai entender de cara o que está por acontecer. Will Smith interpreta um “agente do imposto de renda” que de princípio parece ser confuso. Não demonstra o porquê ele está ali, não nos diz o que ele quer, qual seu obejtivo. Mas com alguns minutos de filme já percebemos que “Ben Thomas” – vocês entenderão as aspas após assistirem –  é uma boa pessoa. Machucado, ferido, sem rumo, mas praticamente um anjo.

Sete pessoas. No passado e no presente o número sete é o seu objetivo. Um homem que tinha tudo. Possuía um ótimo trabalho, era casado com a mulher que amava e tinha uma vida maravilhosa, até que o número sete apareceu em sua vida e lhe tirou tudo isso. A culpa se faz presente em todo o filme. Nas expressões de Will Smith é possível perceber a dificuldade que Ben Thomas tem em viver. Ele tenta ir em frente, fazendo suas boas ações, mas seu sorriso é forçado e por dentro ele sabe disso, mas não importa, o importante é fazer quem quer que seja e precise feliz. Apenas resta uma condição: Para ele ajudar alguém, esse alguém deve ser uma boa pessoa.

Passando dias e mais dias procurando nomes que precisem de doações e que sejam compativeis com ele, Ben faz sua lista e começa a reparar o passado. Enquanto ainda caminha, pode ajudar e continuar vivo, mas a história muda quando, além de um cego, encontra uma mulher que precisa de um novo coração para sobreviver. Tudo complica ainda mais quando ele começa a visitá-la cosntantemente e acaba por se apaixonar recebendo reciprocidade no sentimento.

Eu não quero estragar mais do que já estraguei falando sobre o filme aqui. Existem alguns detalhes pelos quais nem comentei e que é melhor nem serem comentados. Esses detalhes envolvem um irmão, um amigo e um animal marinho. Will Smith pode não ter chamado muito público para os cinemas no fim de semana passado, e talvez nesse não mude muito o quadro, seja aqui ou lá fora. Só sei que o filme merece ser assistido, porque é uma lição de vida que junta coragem e bondade em um só lugar.

A direção me agradou bastante. Gabriele Muccino (À Procura da Felicidade) soube levar muito bem a história dificultando entregar tão rapidamente o desfecho, ainda mais colocando elementos que nos fazem ficar confusos – no bom sentido. A edição favoreceu muito para que esses elementos se confundissem de uma boa forma e fossem entendidos mais à frente. O elenco foi ótimo. O roteiro eu nem preciso me prolongar muito: Muito bom.

 

Trailer


Antiguidade

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