12 Horas de Sono

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Precisa dizer mais alguma coisa? Então tá, eu digo…

“Vem cá! Vem! Te dá uma balinha… Vem cá!!!”

Se não entendeu, escute o NerdCast #156

Para alguns não é novidade, para outros, talvez seja. No meu caso, acaba se tornando um pouco dos dois. Motivo: Sabia da notícia audio-visual, mas não sabia do que se tratava exatamente. E por ter decoberto só agora, eu confesso, foi muito mais gostoso.

Whiteout (Morte no Gelo) é originalmente uma HQ lançada em 1998 nos EUA e em 2007 no Brasil. Primeiramente dividida em quatro capítulos e mais tarde publicada em uma edição única, atualmente disponibilizada pela Devir, aqui no país. Trata-se de uma trama policial, onde algumas mortes começam a acontecer nas estações de pesquisas situadas na Antártida. Uma primeira morte dá início a estória, que se desenrola até o desfecho final, nos mostrando uma grande estratégia movida pela ganância.

Essa semana, Segunda-feira para ser mais exato, eu fui dar uma olhada na livraria e me deparei com esse livreto. A capa chamava a atenção, ainda mais sendo uma publicação da Devir, que convenhamos, é uma editora conhecida por ter preços salgados, mas é também conhecida por tratar muito bem seus títulos, dando-lhes uma qualidade sem igual. Infelizmente o produto estava lacrado, e como eu sou um pouco pé atrás com essas coisas, queria olhar o conteúdo. Minha maior preocupação é o traço da arte. Muitas vezes as capas no enganam. Então, fui até o dono – amigo de longa data – e pedi que ele fizesse uma busca na internet para que eu pudesse olhar algum preview ou review da HQ. Depois de mais de meia hora não encontramos nada além de algumas resenhas. Li e reli a contra-capa do livreto intitulado Whiteout e, mesmo com o pé ainda completamente atrás, confiei nas resenhas e no que a contra-capa prometia me presentear. Levei pra casa. Me custou R$24,90. Como já estava pago, não hesitei. Meti a mão no plástico e abri, louco para matar a minha curiosidade e saber se o dinheiro gasto havia valido a pena. A primeira impressão, eu achei que metade havia sido bem gasto, e metade não. Mas ao começar a ler e prestar mais atenção – seja no roteiro ou na arte – cheguei a conclusão que sim, o dinheiro havia sido bem gasto.

Antes de mais nada, queria deixar os parabéns pelo cuidado que a editora deu à edição definitiva de Whiteout. A capa tem suas peculiaridades. Colorida, com o desenho da personagem principal, Carrie Stetko, uma delegada americana, e com o título em um leve auto relevo, feito com uma camada plastificada brilhosa nas letras. (Não sei o nome técnico disso)

A edição possui 126 páginas e tem o formato de um livro. O criador é Greg Rucka e o ilustrador é Steve Lieber. A arte é em preto e branco.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O fato interessante veio mesmo após eu terminar de ler a HQ. Eu me lembrei de algumas fotos que eu havia visto na internet há algum tempo atrás. Além dela já ter me lembrado um pouco o clima de 30 Dias de Noite, com uma pequena diferença: Uma se passa durante a escuridão da região e a outra durante a época de claridade.

Comecei a pesquisar e encontrei o que me mantinha com a pulga atrás da orelha. Whiteout vai virar filme. Aliás, já virou, só não foi lançado ainda. No elenco temos Kate Beckinsale no papel principal da delegada Carrie Stetko. Ainda não saiu nenhum trailer, mas o filme está previsto para estrear em 11 de Setembro nos EUA e 09 de Outubro desse ano no Brasil. Confesso que estou bem otimista, já que a estória é tranquila, fácil de ser contada e bem interessante, pelo menos nas páginas do quadrinho. O filme é dirigido por Dominic Sena (A senha: Swordfish e 60 Segundos).

😉

De um tempo pra cá eu venho percebendo que fiquei um longo período afastado das HQs. Antigamente eu gostava do selo MARVEL, onde eu encontrava Spider-Man, Wolverine, X-Men. pela DC, o máximo que gostei foi Batman. É  engraçado como as coisas mudam. Ainda gosto de Spider-Man e Wolverine, mas não como antes. A roleta girou, e agora estou encantado com o selo VERTIGO, que é da DC.

Eu já conhecia algumas coisas da editora, como: Sandman, Hellblazer e Fables. O difícil era o acesso. Pelo menos o acesso físico, de graphic novels e quadrinhos. Afinal, ter o produto em mãos é outra coisa. Mas isso é assunto pra outra postagem. Agora estou aqui para falar de House of Mystery. Mais uma obra de arte da Vertigo.

A primeira coisa que se deve fazer antes de começar a ler algumas HQs da Vertigo é: Ter certeza que realmente gosta de fantasia. Algumas, se não todas, se baseiam nesse gênero. Um desses exemplos é o título do post.

House of Mystery nos apresenta uma menina, Fig, que sonha incansavelmente com a estrutura de uma casa. Um dia ela recebe a visita de duas aparições em seu quarto e foge, enquanto sua casa começa a desabar. Na fuga, ela entre por uma porta e se vê dentro de um bar muito estranho, onde pessoas e criaturas de todas as formas estão presentes. Pelo que ela pode perceber, nesse bar não se paga com dinheiro, mas com histórias, e assim, ela passa a ouvir muitas. Em sua primeira noite, algo acontece. Na verdade, o bar se ecnontra em uma casa, e essa casa lhe parece muito familiar.

As histórias que são contadas pelos personagens são ótimas. E o melhor, a arte muda durante elas. Geralmente participam da HQ dois desenhistas, e um colorista. O roteiro é de Bill Willingham, criador de Fables, e Matthew Sturges. Não preciso dizer mais nada, né?

Eu posso falar, falar, falar, e  falar que o que vale mesmo é mostrar, né? Pois bem, aqui vai…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

😉

Fables

Posted on: 16/01/2009

Ultimamente eu tenho estado mais interessado em HQs. Não que isso seja anormal, pelo contrário. Sempre fui leitor de Spider-Man e X-Men, por exemplo, mas as que vem me chamando a atenção não passam nem perto do estilo super-herói de ser, muito menos do estilo Marvel de ser. São as revistas da DC/Vertigo. Todo mundo que não seja viciado nessa arte já leu nomes como Neil Gaiman e Alan Moore, e esses dois são bons exemplos de nomes que devem estar escritos no alto da piramide quando o assunto é HQ. Esses dois – e alguns outros – abriram as portas do que podemos chamar de quadrinho adulto. Não são quadrinhos de sexo – bom, as vezes rola – e sim temas adultos no geral. Posso citar dois títulos para melhor mostrar o que isso significa: Neil Gaiman é responsável por títulos como Sandman e Stardust. Já Alan Moore é responsável por V de Vingança.

Com toda essa referência e uma cabeça muito boa para um roteiro cheio de  histórias inteligentes e maravilhosas Bill Willingham nos presenteia com a excelente HQ Fables. Já cheguei a comentar aqui no blog que uma possível série baseada nos quadrinhos estaria sendo cotada para estrear na ABC. Nada ainda está muito certo, mas se acontecer e for bem feito será lindo.

O assunto aqui é HQ, então essa coisa de adaptação para a tv fica no outro post. Eu nunca tinha parado para ler a fundo a criação de Willingham, e quando fiz fiquei boquiaberto. As personagens são muito bem montadas e o resultado é algo quase irreal, completamente divertido de se ler. Na história, as fábulas tiveram que migrar para o mundo da realidade. Como eles gostam de chamar, o mundo mundano. O motivo foi a tomada do mundo das fábulas pelo “adversário” que até onde eu li não havia sido revelado. Para que a ordem fosse levada a sério formou-se um comitê responsável pelo certo e errado aqui no mundo real, e esse comitê é formado por um prefeito e um vice-prefeito. Aliás, uma vice-prefeita. Branca de Neve é a segunda responsável por todas as criaturas de fábulas, senão a primeira, já que tudo é resolvido às suas custas, o prefeito apenas dá as ordens.

Branca de Neve tem uma irmã, Vermelha de Rosa. Dizem que existe uma fábula que trata dessa personagem. Eu mesmo nunca li ou ouvi falar, mas pode ser nova. O Lobo Mau, que recebeu o apelido de Bigby – Big B. (Big Bad Wolf) – também está presente como um detetive, e se mantém sob a pele de um cordeiro, ou seja, na forma humana. Após migrarem para o mundo real, algumas fábulas mudaram e se tornaram “boazinhas”, até porque no mundo real não é permitido confusão, muito menos que a máscara seja quebrada. Assim, então, Bigby ajuda ao comitê a desvendar os mistérios que rondam a cidade. Aliás, todas as fábulas que não possam ter uma forma humana vivem distantes da cidade, morando em uma fazenda na área rural.

Outros personagens também estão na história. Alguns nomes são: João – é, aquele do pé de feijão, que namora Vermelha de Rosa -, a Bela e a Fera – que estão casados há mais de cem anos -, o Príncipe Encantado – que se separou de Branca de Neve logo no início da relação por ter ido pra cama com Vermelha de Rosa -, um dos três Porquinhos, pelo menos até onde eu vi – que vive importunando Bigby por ele ter feito o que fez com ele -, Barba Azul – o temido pirata que matava suas esposas e tem um caso com Vermelha de Rosa -, entre outros.

Ufa! Quantos, não? E olha que eu só li 4 edições. Já foram publicadas mais de 70 lá nos EUA. Aqui no Brasil existem alguns encadernados lançados pela Devir e atualmente a Pixel, da Ediouro, publica edições em mix com outras histórias todo o mês na Fábulas Pixel. O bom é que pelo menos o título chegou aqui. O ruim é que a Pixel anda fazendo uma confusão dos diabos com sua cronologia e publicações. É um troca troca de revista que não para mais.

Claro que existe um meio mais fácil de se conseguir as edições. Esse meio é o de download na internet. Já comentei sobre o site Vertigem que publica esse tipo de quadrinho adulto do selo Vertigo. Mas baixando ou não, estou rezando para que a confusão na Pixel termine para que as publicações possam continuar sem problemas. Eu baixo por não aguentar de curiosidade, mas ler no pc é muito ruim. Além do mais, eu gosto de ter a revista em mãos, ler onde quiser e apreciar a arte impressa, não digitalizada.

Por falar em arte, a de Fables não é das minhas preferidas. Eu gosto do estilo pintura à óleo ou algo parecido. Mais artístico. Mas comparando Fables com Hellblazer, por exemplo, eu prefiro Fables, e isso já é o suficiente. No entanto o traço usado é até importante para inserir detalhes que dão um “q” a mais na HQ.

Nas primeiras edições a história é a seguinte: Vermelha de Rosa está desaparecida. Os principais suspeitos são João e Barba Azul. Ambos já se relçacionaram com ela. João a namora há 4 anos, e Barba Azul é seu amante há 1 ano. Branca de Neve fica arrasada quando sabe da notícia, mesmo estando brigada com sua irmã há décadas. Para investigar o caso, é chamado o “xerife” da cidade. Bigby, o Lobo Mau.

Como podem perceber, a história não é uma fábula em si, e para quem acha que é algo que se prende no humor, está enganado. Na verdade trata-se de uma HQ policial, investigativa, de suspense e com um toque noir. Claro que existem os elementos de humor, ainda mais no sarcasmo de alguns personagens ou diálogos muito bem bolados. Também não se pode esquecer dos elementos visuais que são empregados em alguns cenários. É possível, por exemplo, reparar o gancho do capitão Gancho no escritório de Barba Azul. Foda, não?

Acho que está de bom tamanho o post. Eu recomendo para quem gosta de ler HQ. Para quem não gosta, não adianta. Mas talvez possam tentar, vai que vocês começam a gostar. Porém cuidado, isso vicia e fale pessoas, huahuahuauhahuahua!!!


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