12 Horas de Sono

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Finalmente! Chegou o dia da comparação. Depois de cerca de dois anos, mas tudo bem. Algumas pessoas irão me xingar ou reclamar com essa postagem, tenho certeza absoluta, mas antes de qualquer coisa lembrem-se que é apenas a MINHA opinião.

Desde quando comecei a jogar video game a minha preferência rondava os jogos de RPG e Estratégia. Digo, quando eu comecei a jogar pra valer. Não apenas como um passa tempo. Ou seja, isso acontece quando uma pessoa se interessa por um game, compra-o, faz de tudo possível dentro dele e aproveita ao máximo sua aquisição. Muito diferente de quem compra dez jogos ao mesmo tempo e joga todos no mesmo dia.

Infelizmente não pude saborear alguns títulos, de certa forma, antigos. Tudo graças a um pequeno imprevisto: um amigo. Mas isso não vem ao caso, o que essa postagem quer mostrar é uma batalha comparativa entre dois títulos de Xbox 360: Ghost Recon 2 – Advanced Warfighter e Call of Duty 4 – Modern Warfare.

… Ah! E como repararam, minha preferência sofreu um upgrade. Agora, além de RPG e Estratégia, sou um apaixonado por Shooter. Principalmente os táticos.

Eu não aguentava mais esperar para jogar CoD4. Minha mão coçava só de pensar. Ainda mais com o anúncio de sua continuação. A minha colaboração para o aumento de visualizações de alguns vídeos no youtube desse jogo foi significativa. Até que enfim o joguei e posso afirmar que me decepcionei. Bom, não tanto, afinal é um jogo divertido. Porém, lembrando de como era gostoso jogar GRAW2, e ainda por ter aguardado algo parecido, foi um balde de água fria na cabeça.

Para começar, GRAW2 é um jogo completamente tático. Alguns preferem chamá-lo de parado, mas infelizmente elaborar uma tática requer calma e faz com que ponhamos a cabeça para pensar. Consequentemente, isso faz com que tempo seja mais gasto e torne o jogo mais lento. No entanto, de forma alguma deixa o jogo chato. Muito pelo contrário. Jogar GRAW2 é quase estar em campo.

Minha principal implicância com CoD4 é por ele ser rápido demais. Quando você pensa em começar a reparar mais no cenário e seus detalhes gráficos, a missão já terminou. O que você mais viu foram tiros para lá e para cá e muitos – mas muitos mesmo – inimigos aparecendo e desaparecendo rapidamente. E o pior, muitas das vezes nem é você quem os faz sumir, e sim os bots que fazem parte do seu time. Talvez eu ainda ser um pouco inexperiente em CoD4 ajude para que eu tenha essa sensação de estar perdido no jogo, mas meu medo é que isso dure para sempre. Anda pra lá, anda pra cá, atravessa porta, segue seu time, mata, vê matarem, corre, abaixa, mira, volta, mira de novo, volta, atira, completa a missão. Não é pra mim. É como se dessem uma arma para um louco varrido e falassem que ele podia fazer o que quisesse com seu novo brinquedo. Imaginaram um cara correndo e gritando com uma arma na mão, atirando pra todos os lados? Pois é, isso é CoD4.

Muito bem! E GRAW2? Bom, GRAW2, como eu disse, é tático. Você pode até sair fazendo o mesmo que em CoD4, mas não se dará muito bem. Até porque não teria graça. O gráfico do jogo é maravilhoso e perdê-lo não vale a pena. Enquanto você caminha com a sua equipe por entre casas de uma cidade abandonada, ou montanhas, é o momento de reparar nos tão ricos detalhes. Se você escuta um tiro ou um barulho qualquer é hora de procurar algum lugar para se esconder e começar a pensar numa tática para derrubar o inimigo. Aí começa a diversão!

1º – Em GRAW2 vc tem uma opção que ganha muitos pontos. Você encosta na estrutura que está te protegendo dos tiros e consegue visualizar, com a cabeça chegando para o lado, onde seu inimigo está. Pode ser em pé ou agachado. Então, com cuidado, mira e pode começar a tentar acertá-lo.

2º – Além disso, você pode, protegido pela estrutura ou não, dar ordens ao seu time. Alguns homens o acompanham e estão ao seu dispôr. Você pode direcioná-los para uma determinada área, autorizando-os a abrir fogo ou ir apenas para reconhecimento ou aproximação. Além disso pode mandá-los ficarem na posição ordenada ou voltarem a seguir você.

3º – Existe um equipamento onde você pode fazer o reconhecimento de uma determinada área. No seu capacete, existe um visor onde é mostrada uma imagem. Essa imagem pode ser feita pela câmera dos soldados do seu time, onde ao mandá-los irem para um ponto, irá receber a visualização frontal deles, ou de uma espécie de robô, que nada mais é que uma mini câmera que voa pelo mapa possibilitando que uma vista aérea chegue até você.

4º – Você joga em 3º pessoa. Não completamente, apenas da cintura para cima. O que, na minha opinião, gera um conforto melhor. A mira é melhor realizada e consegue-se sentir mais o peso dos equipamentos. O som ao correr, ao abaixar, ao rastejar, enfim, são melhor sentidos quando é possível ver o esforço feito.

Não podemos esquecer de dizer que mesmo sendo mais parado, GRAW2 tem suas cenas quentes. Em determinados pontos de algumas missões o chumbo come! É uma batalha demorada. Não se pode apenas escolher um local, se esconder e ficar subindo e descendo pra matar aos poucos os inimigos. O negócio é ir de local para local, dando ordens e atirando. Imagine uma praça central de uma cidade tomada por uma guerra civil sendo praticamente um ponto de encontro para um tiroteiro entre homens fortemente armados. É delirante!

Alguns outros pontos existem, mas são muitos. Eu poderia ficar aqui escrevendo sobre GRAW2 o dia inteiro. Tem muito tempo que não o jogo, devido também ao imprevisto citado no início da postagem. Aliás, esse imprevisto acabou não só retardando meu desejo de jogar CoD4, como também me deixou órfão de GRAW2. Ah! Os “amigos” da onça são um caso sério…

Resumindo: CoD4 é um jogo lindo. Seus gráficos são maravilhosos. O ruim é não poder admirá-los melhor. Se o jogo possibilitasse um esquema tático e uma melhor organização, com certeza seria quase perfeito. Nunca joguei no MultiPlayer, mas dizem que é a melhor opção do game. Eu sou jogador de SinglePlayer. Mas meu voto final é com certeza de GRAW2. Na minha humilde opinião o melhor jogo – de shooter ou não – de Xbox, até então. Espero que Tom Clancy esteja preparando uma boa novidade para os fãs. E também espero que a UbiSoft não mude muita coisa na jogabilidade. Não precisa ser um GRAW3, mas que seja seguida a receita.

GHOST RECON 2 – ADVANCED WARFIGHTER

CALL OF DUTY 4 – MODERN WARFARE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Parece que abriu a temporada das crises. Depois da crise dos EUA, que acaba afetando todo – ou quase todo – o mundo, chegou a vez da coisa diminuir de tamanho, continuando a fazer estragos.

Foi anunciado semana passada que a revista de games EGM fechará suas portas definitivamente. O motivo? Diminuição na procura pelos usuários de games. Parece até não ser nada demais, já que mesmo sendo uma das maiores revistas sobre o assunto atualmente, existem outras. Mas a realidade é que é motivo para se preocupar sim. Se a EGM fecha suas portas, as demais também o farão, mais cedo ou mais tarde. E a preocupação é o problema de se expandir para outros gêneros.

A pouca procura nas bancas pelo material se dá pelo fato de existir a internet. Existem milhares de sites que abordam o assunto e fazem o mesmo que uma revista de papel faz, com o diferencial de que não é preciso gastar dinheiro ou nem mesmo sair de casa para adiquirir essa informação. Com um pc em casa e conexão à internet – o que é normal hoje em dia (o Brasil tem 30 milhões de usuários de internet). É possível, a um clique, entrar em um site que lhe oferece notícias, extras, reviews, previews e até mesmo detonados de games. Todo esse material, como o preview, pode ser acrescentado a vídeos e não apenas fotos, o que é impossível de existir numa revista de papel.

Logo o futuro da leitura estará toda sendo mantida na rede. Seja revista de games, revista de culinária, de fitness, de cinema, de notícias e até mesmo, se não for abusar demais, os livros estarão sujeitos a leitura on-line. Eu já li livros on-line, mesmo odiando fazê-lo olhando para a tela de um pc, mas a facilidade é muito encantadora, ainda preferindo o livro convencional, com capa e folhas.

Enfim. A crise da era digital parace estar acontecendo rapidamente. A música, o cinema, a área gráfica. O que virá a seguir? Será mesmo que estamos sujeitos a um futuro de comodismo onde iremos viver em um cubo conectados à internet 24 horas por dia sem sequer nos mexer direito? Delivery, delivery e mais delivery. Casa, quatro paredes e a solidão.

As vezes me pergunto: isso é mesmo evolução?


Antiguidade

Ih, é hoje!

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