12 Horas de Sono

Posts Tagged ‘folk metal

Eu sou de 1985. Não pude apreciar a década em que nasci como gostaria, mas a que veio em seguida não me decepcionou. Foi quando conheci o cenário do heavy metal, através de um primo. Minha primeira banda? Iron Maiden. Podia começar melhor? Acho que não. Ouvi pela primeira vez a música Fear of the Dark. A partir daí não teve jeito, o heavy metal passou a fazer parte da minha vida de uma foma abrangente. Meus primeiros álbuns comprados foram fear of the Dark, porque eu queria essa música disponível em casa de qualquer jeito, e Powerslave, porque no dia achei a capa bonita. Eu não fazia ideia de como o resto das músicas eram, mas parti do princípio que seguiria o padrão. Não foi bem assim que a coisa aconteceu, mas chegou perto. O Iron Maiden me mostrou que se pode fazer um belo som, pesado, pegado, com lindos solos, de forma diferente, mas não perdendo a raíz em que estão fortemente presos. Assim teve início a minha jornada.

Isso foi por volta de 1996, quando eu tinha 11 anos. Escutei Iron Maiden sem parar por um ou dois anos. Com o tempo adquiri mais álbuns e hoje tenho quase a discografia completa. Não gosto de coletâneas e singles – na maioria das vezes – por isso não incluam eles nessa lista. Com o tempo foram chegando novas bandas. O que definiu minha fissura pelo heavy metal de uma vez por todas foi conhecer Helloween, através de um amigo. A coisa não parou mais. Rhapsody, Blind Guardian, Angra, Edguy, Gamma Ray, Grave Digger, Saxon, Symphony X, etc. Mais perto de hoje, conheci Sonata Arctica, Kamelot e Vision Divine, ótimas confirmações de que o heavy metal não morreu. No fim, em pleno ano de 2010, quando eu achava que o heavy metal poderia estar definhando, me deparo com uma banda incrivelmente sensacional, novamente pela indicação do mesmo amigo. A banda chama-se Alestorm. Sim, o nome é péssimo, mas como me disseram uma vez: “não julgue o livro pela capa” – coisa que eu já fiz inúmeras vezes, inclusive quando comprei o Powerslave do Maiden. Não mais.

Ao ouvir o álbum intitulado Black Sails at Midnight com atenção, pude me sentir bem. O gênero é, como a própria banda diz, um true scottish pirate metal, traduzido para verdadeiro metal pirata escocês. Sem muitos detalhes fica como pirate metal, ou metal pirata. A banda, como pode-se perceber, é escocesa. E o estilo é uma pegada de folk metal com power metal. Para quem é alucinado, como eu, em histórias de piratas e em heavy metal deve ouvir essa banda. A primeira vista pode parecer uma banda de baixo escalão, mas isso é porque você não foi a fundo. Não consegue entender a letra só de ouvido? Procure a letra ou leia no encarte. Puríssimas histórias de pirata estão imortalizadas por essa banda de uma forma primorosa. Ainda pode melhorar, mas a banda é recente, se formou em 2004 e tem apenas dois álbuns até agora. O primeiro chama-se Captain Morgan’s Revenge, que ainda não ouvi, por isso não irei dar opinião, mas arrisco dizer que deve ser bom, no mínimo. O normal é a banda piorar com o tempo, o que definitivamente não deveria ser regra, mas é. É impressionante como ficamos apreensivos quando recebemos a notícia de lançamento de um novo álbum das bandas que amamos. Dependendo de algumas, dá até medo.

Se você leu isso e está na dúvida, confie em mim. Se você leu isso e está louco para ouvir, o que ainda está fazendo aqui? VAI OUVIR LOGO!

Integrantes da banda:

. Christopher Bowes – teclado e voz

. Dani Evans – guitarra

. Gareth Murdock – baixo

. Ian Wilson – bateria


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Ih, é hoje!

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