12 Horas de Sono

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O que acontece quando um filme tem um bom plot, fotografia maravilhosa, algumas boas atuações, uma direção interessante, mas peca na hora do produto final? Quer dizer, existe um potencial, mas em determinado ponto tende a cair de produção e termina num beco sem saída. O que aocntece é que nada acontece. É a realidade de The Book of Eli.

Eli – Denzel Washington – é um homem que sobreviveu à guerra que houve na Terra há cerca de 30 anos. Ele vive por si só, caçando sua própria comida, juntando objetos e trocando-os por outros objetos, ou água, através de cidades e vilarejos que passa. Durante essa guerra, pela qual entendi ter sido santa, todas as bíblias do mundo foram destruídas. Não foi falado sobre os demais livros religiosos, como o alcorão, mas acredito que tenham levado o mesmo fim. Certo dia Eli encontrou um livro de capa dura, bonito, grosso e com uma trava. Em sua capa existia um adorno de cruz, em baixo relevo. Ele estava diante de uma bíblia sagrada. Naquele mesmo momento ele ouviu uma voz, que o mandou seguir à Oeste, levando a bíblia para um lugar seguro, onde a partir dali os ensinamentos divinos poderiam novamente voltar a existir. Temos, definitivamente, um grande potencial. Uma bíblia sagrada em momentos de escassez tão grande faria milagres realmente. A maior parte das pessoas que viviam no mundo eram jovens, e já tinham perdido seus pais. Eram pessoas que necessitavam de esperança e de um líder. Se o livro caísse em mãos erradas, muita coisa ruim poderia acontecer, já que algo tão poderoso, que entra diretamente no coração e na mente das pessoas, poderia servir para utilidade própria de um só homem. Tornando os ensinamentos mentirosos e usando-os de forma incorreta.

O grande erro do filme é ser pretensioso. É quase um filme de cristão para cristãos. Em determinados pontos chega a incomodar, o que não deveria acontecer, já que é uma produção grande e de muitos investimentos. Quem não é cristão ou não tem religião sentirá o mesmo que eu. Para completar existem exageros que poderiam e deveriam ter ficado de fora. Tal qual Eli ser cego, e mesmo assim massacrar quem tenta atingi-lo de alguma forma. Eli lembrar de toda a bíblia e ditá-la ao bibliotecário. Solara – Mila Kunis – pegar as coisas de Eli e dar a atender que não é mais frágil como há alguns meses, colocando em nossas cabeças imagens bizarras de uma versão feminina de Eli. Entre outros que não são tão relevantes, mas estão lá.

The Book of Eli é um filme bonito, com boas cenas de ação e diálogos interessantes. Mas eu gosto de um filme por completo, e o final desse foi de matar.

***

Agora, o que acontece quando um filme não lhe dá expectativas, não gasta horrores, não pretende ser um recordista de bilheterias e no fim se mostra um belo filme? Acontece muita coisa. O sorriso em meu rosto, por exemplo, é algo importante. I Love You Phillip Morris é assim.

Estamos falando de gêneros diferentes de filme. Nesse esperamos por uma comédia, já que Jim carrey está dando vida à Steven Russell. A comédia existe, sutil, como tem sido ultimamente, mas conseguimos encontrar um pouco de drama no roteiro. Steven é um homem que se guardou no armário por alguns anos, até não aguentar mais e resolver sair dele. Assumiu para sua esposa que era gay, que a traía com homens, e foi viver sua vida. Após desistir da carreira de policial, resolveu investir em golpes. Ele conhecia bem os métodos e a burocracia, então não teve receios em começar seus pequenos delitos. Aos poucos foi ficando rico e sempre presenteava seu namorado – Rodrigo Santoro. O problema é que ele saiu do controle e foi preso. Na cadeia ele conheceu Phillip Morris – Ewan McGregor – e se apaixonou. A partir daí começam as hilárias tentativas de fuga da prisão. No filme ele se passa por várias pessoas, e inclusive finge ter várias formações acadêmicas, como: advogado, economista, médico, e por aí vai. É uma boa mistura de O Mentiroso e Prenda-me se for Capaz.

O resultado é muito divertido e vale a pena assistir. Na verdade os dois filmes valem a pena serem vistos. A diferença é que um se conclui muito mal, e o outro se conclui bem. Nem sempre o mais caro é melhor. Hollywood ainda não aprendeu isso.

Já obtivemos a resposta!

Recentemente temos visto um grande descaso da Fox com seus produtos/consumidores aqui no Brasil. Há algum tempo atrás, as séries produzidas e distribuidas pelas Fox sofreram uma mudança drástica em sua embalagem/capa. Da forma normal passou a ser slim (imagem título). Isso já criava problemas para quem, como eu, gosta de colecionar os produtos. Um exemplo é a série Arquivo X, que tenho algumas temporadas, e caso eu queria completá-la terei que comprar com a embalagem de outro formato, causando uma diferença bizarra na coleção. Isso serve de exemplo para outros títulos.

Mas a coisa só vem piorando. Agora a Fox resolveu lançar uma embalagem ainda mais simples para alguns títulos de filmes antigos. Eu, na verdade, ainda não sei se irão existir embalagens normais e embalagens simples, para que o consumidor possa escolher, mas sendo a Fox, eu sinceramente acho difícil acontecer isso. Alguns dizem que é para tentar nos empurrar os belíssimos Blu-ray, outros dizem que é a etapa final da vida dos dvds, apenas uma seguimento normal. Eu digo que é sacanagem mesmo.

Imagens das embalagens retiradas do blog do Jotacê

Não parece uma estante de LP?

A nova embalagem consiste em nada mais, nada menos, que uma envelope de papelão. Parecida com as embalagens de dvd e cd virgem espalhadas pelo mercado. Aquela que vc destaca atrás um pedaço e abre a embalagem. Dentro o seu disco de dvd com o filme, as vezes alguns extras simples, como trailer, clipe de música tema e fotos. Extras com entrevistas, cenas deletadas, diário de filmagens e etc.? Não estarão inclusos, podem tirar o cavalinho da chuva. Se o preço estipulado é de R$ 9,50, é certo que além da capa o material completo será simples. Leve em conta também que o dvd é um material frágil, que arranha a toa, e sendo tirado e colocado por vezes e mais vezes dentro de uma embalagem de papelão, não vai viver muito.

Por um lado existe o benefício de estar pagando menos, já que o preço do dvd continua absurdo por aí. As vezes o valor alcança R$ 50,00, mas oferece o que um colecionador quer. Materiais extras diversos dentro de edições duplas ou triplas. Mais uma vez esqueçam essas possibilidades. Até porque não cabe mais de um dvd dentro da capa de papelão.

Nesses casos a gente para pra pensar. Eu e muitas outras pessoas que gostam de ter seu dvd original, bonitinho na prateleira, organizado, etc. achamos um absurdo essa iniciativa. Discutimos e comentamos com amigos. Mas é aí que a caímos na real e vemos porque isso acontece. O descaso com esse tipo de coisa no país é enorme. A Fox não teve a decisão do nada, infelizmente ela conhece o consumidor brasileiro, que de longe é um dos países que mais pirateia filmes e séries. E mais, infelizmente ela sabe que a maioria não está nem aí, prefere estar com o filme e – desculpem-me a palavra – foda-se o resto.

Tenho alguns exemplos de amigos que comentaram o assunto. Através do grupo de e-mail do yahoo, pude ter noção do quanto a Fox nos conhece:

Cara, eu prefiro ainda baixar a pagar 12,90 ou 19,90 ou 24,90 ou qualquer outro preço, pra qualquer outra qualidade de capa dos dvds. Agora se for pra comprar, o meu interesse mais é o conteúdo extra do dvd e não a capa em si. Se piorando as capas, baixa o custo, eu posso viver com isso.

Diego Salerno

Concordo com o Diego, só o fato do dvd vir prensado e com conteúdo extra já vale mais que a capa. E com um impressora ótima como a minha e um papel com qualidade de foto, eu imprimo a capa, monto ou compro um box, e faço uma capa legal bem parecida com a original!

Adrian “Bill” Marques

Realmente fica difícil…

E para finalizar, vou deixar aqui a prova de que um produto bem feito não é a mesma coisa de um produto caro. Vários títulos que ainda se encontram no mercado não precisaram estar em uma capa de papelão para terem seus preços mais baixos. Aliás, eles ainda são duplos!

Por que será que a Fox não faz algo do tipo em outros países? Porque ela sabe que vai ser alvo de muita reclamação, e pior, reclamações que diminuem de fato as vendas. Diferente daqui. Querem mais exemplos? Vamos, então, a títulos simples que mesmo assim tem seus fãs e suas edições especiais. (Os títulos à baixo não são da Fox. São apenas exemplos de que lá fora existe respeito pelo consumidor e respeito do consumidor pelo produto)

Quer mais?

Ainda quer mais?

Então passa no Jotacê e confere a seção DDI, Dose Diária de Inveja. Lá você pode tirar a conclusão que não é de hoje o descaso com o Brasil. Fazer o que? Nós mesmos que somos os culpados.

Eu entrei na disputa de um bolão do Oscar 2009. Eu gosto de votar e ter minhas preferências, ainda mais quando o assunto é filme. Para quem diz que esse ano os filmes estão ruins, uma vaia bem grande. Metade dos filmes nem etrearam aqui no Brasil. Não tem como afirmar isso às cegas.

Vamos começar. Ok, tudo bem, Slumdog Millionaire é o preferido dos EUA. E daí? Slumdog Millionaire ganhou o Globo de Ouro e outros 36 prêmios. E daí? Seus prêmios em geral foram de melhor filme no sentido de surpresa do ano ou melhor edição. Aliás, merececidos os prêmios por melhor edição, fez por merecer e meu voto é dele – por favor, desconsiderem a lista anterior, está completamente desatualizada, minhas dúvidas foram sanadas recentemente.

O maior problema é que muitos norte-americanos não viram filmes como Doubt e Milk. Doubt estreiou com salas reduzidíssimas, e apenas no final do ano teve uma aumento considerável. Milk teve uma melhor distribuição, mas não ficou muito à frente. Entrou na lista de filmes mais vistos apenas duas vezes no final do ano passado. Uma em 10º lugar e outra em 9º, se não me engano. Nessa época muitos filmes líderes de público estavam dominando da 1º até a 5º posição. Votar às cegas é o motivo para Benjamin Button, Slumdog Millionaire e Batman – junto com  seus fãs – estarem dominando as indicações ao Oscar 2009.

Tudo bem que as indicações oficiais são realizadas pelos cineastas. Atores, atrizzes, diretores, roteiristas, etc. Mas a escolha popular ainda está perdida, e isso influência um pouco a escolha dos ganhadores. Claro que a ética está sempre presente, mas quando é que um pouco de empolgação externa não nos convence de que aquilo é bom? Quantas vezes algo se propagou apenas por modinha? Veja bem, não estou desmerecendo nenhuma indicação de certos filmes, mas outros que eram melhores ficaram de fora, como Revolutionary Road, por exemplo, que ficou sem a sua indicação de melhor filme. O único filme dos cinco listados que eu ainda não assisti foi The Reader, e com certeza é por isso que eu o tiraria, juntamente com Frost/Nixon que eu vi e não achei merecedor da indicação. No lugar desses dois eu colocaria Doubt e Revolutionary Road sem pensar duas vezes.

O Curioso Caso de Benjamin Button fez o seu trabalho. Está presente em 13 categorias, mas eu acho que não vai tão longe. Na minha opinião ele ganhará apenas 5 Oscars. O de melhor filme, melhor direção, melhor trilha sonora, melhor direção de arte e melhor fotografia. Coisas que um ótimo filme deve ter. Seu roteiro é muito bom, mas não é melhor que o de Doubt. Por isso, escolhi Doubt como meu escolhido para melhor roteiro adaptado. O filme recebeu 5 indicações, mas levará apenas um.

Nos termos mais técnicos possíveis estão Batman – The Dark Knight e Wall-E. Melhor mixagem de som, melhor efeitos visuais e melhor ator coadjuvante – pelo nome de Heath Ledger – serão para Batman, que foi indicado à 8 categorias. Já Wall-E conquista 6 incríveis indicações e abocanha 4, melhor edição de som, melhor roteiro original, melhor canção original e melhor trilha sonora. Os fãs de Batman que me desculpem, mas Wall-E terá mais Oscar que o filme do super-herói. Eu daria apenas 3 a ele, caso The Wrestler tivesse recebido a indicação por melhor canção original por Bruce Springsteen. Ainda não entendi porque apenas 3 canções indicadas e porque duas indicação para Slumdog nessa categoria.

Na categoria de melhores atuações, meus votos são variados. Como já disse, Heath Ledger merece vencer pelo papel de Coringa, indicado a ator coadjuvante. Eu preferia que ele tivesse ganhado em Brokeback Mountain, mas não aconteceu. Esse é um dos pesos que eu falava anteriormente. Todos, praticamente, esperam que o ator leve o prêmio. A Academia levará os fatos em consideração. Não importa se a atuação de Philip Seymour Hoffman foi ótima – porque foi -, até porque ele já levou um Oscar pra casa recentemente, dar a vez para um amigo de trabalho que faleceu e fez um bom trabalho é inevitável. Para atriz coadjuvante eu decido por Penélope Cruz. Ela é minha queridinha, beleza estonteante e um dom de atuação que a cada filme melhoram. Mesmo adorando Anne Hathaway – ainda não vi Rachel Getting Merried – e Marisa Tomei o coração falou mais forte nessa categoria. Amy Addams também esteve ótima em Doubt, mas o coração… Ah coração. A Sra. Penélope Cruz me fez faltar ara naquele papel.

Melhor ator e melhor atriz. Não vou opinar por Brad Pitt. Ele esteve bem em Benjamin Button, mas estava melhor em Burn After Reading. Não é a vez dele e nem de Angelina Jolie. Até seria romântico e lindo eles dormirem após uma noite daquelas juntos com seus Oscars, mas não será nessa oportunidade. Sean Penn e Kate Winslet devem ganhar. Winslet indicada pelo filme errado, na minha humilde opinião. E Sean Penn por mais uma vez mostrar que é um ator impecável.

The Duchess e Hellboy II terão suas recompensas. Com apenas 2 indicações cada, eu dou ao primeiro o prêmio de melhor figurino e ao segundo o de melhor maquiagem. Sim, não torço por Batman ou Benjamin Button em maquiagem. Um homem quase todo criado em maquiagem, com modificações desde o primeiro filme. Fora as demais criaturas todas feitas tão perfeitamente bem. Pode ser que eu me engane nessa, mas ainda assim ele terá merecido mais que os outros da categoria.

Watlz With Bashir com apenas uma indicação na categoria de melhor filme estrangeiro levará. Com muita honra, pois é um filme lindo.

Para finalizar. Slumdog Millionaire aparece. Mesmo com suas 10 indicações, eu apenas lhe dou um prêmio. O de melhor montagem/edição. Espero que se conforme com isso.

LISTA DE Nº DE VITÓRIAS POR FILME
(Incluindo categorias) 

O Curioso Caso de Benjamin Button
13 indicações – 5 Oscars
***
Melhor filme
Melhor direção
Melhor direção de arte
Melhor fotografia
Melhor trilha sonora

Wall-E
6 indicações – 4 Oscars
***
Melhor roteiro original
Melhor canção original
Melhor edição de som
Melhor filme de animação 

Batman – O Cavaleiro das Trevas
8 indicações – 3 Oscars
***
Melhor ator coadjuvante – Heath Ledger
Melhor efeito visual
Melhor mixagem de som 

Slumdog Millionaire
10 indicações – 1 Oscar
***
Melhor roteiro original

Milk
8 indicações – 1 Oscar
***
Melhor Ator – Sean Penn 

Doubt
5 indicações – 1 Oscar
***
Melhor roteiro adaptado 

The Reader
5 indicações – 1 Oscar
***
Melhor atriz – Kate Winslet 

A Duquesa
2 indicações – 1 Oscar 
***
Melhor figurino 

Hellboy II
2 indicações – 1 Oscar
***
Melhor maquiagem 

Vicky Cristina Barcelona
1 indicação – 1 Oscar
***
Melhor atriz coadjuvante – Penélope Cruz 

Waltz With Bashir
1 indicação – 1 Oscar
***
Melhor filme estrangeiro

 

Observações:

– Não li nenhum livro dos filmes adaptados. Apenas li o roteiro de Doubt por curiosidade.
– Ouvi todas as trilhas sonoras indicadas.
– Ouvi todas as canções indicadas.
– Não dei minha opinião quanto aos documentários de longa e curta-metragem, pois não os vi.
 

 

Finalmente saiu a lista dos indicados ao Oscar desse ano. Algumas surpresas, algumas decepções. A cada lista por categoria eu irei comentar para melhor explicar o que eu acho que foi certo e errado. Vamos lá.

Melhor Filme

Slumdog Millionaire
Frost/Nixon
The Curious Case of Benjamin Button
Milk
The Reader

Como perceberam, eu deixei em maiúsculo um dos filmes. Nesse caso, é o que eu tenho esperança que ganhe. Fiquei triste com a ausência de Revolutionary Road. Surpreso com a indicação de Slumdog Millionaire, mesmo ele tendo conquistado muitos prêmios no Globo de Ouro, mas ainda não me desce.

Melhor Diretor

David Fincher – The Curious Case of Benjamin Button (+++)
Ron Howard – Frost/Nixon (+)
Gus Van Sant – Milk (++)

Stephen Daldry – The Reader
Danny Boyle – Slumdog Millionaire

Essa é uma das categorias mais difíceis esse ano. Três indicados merecem o Oscar; David Fincher, Ron Howard e Van Sant. Talvez Fincher leve o carinha dourado pela complexidade de sua obra, seus longos quase 180 minutos de projeção que não cansam. Porém, Van Sant faz um excelente trabalho em Milk, e Ron Howard uma ótima reprodução de uma entrevista histórica. Só esperando pra ver. Como tenho três preferidos, pus uns símbolos de adição para mostrar a minha preferência a cada um.

Melhor Ator

Mickey Rourke – The Wrestler
Sean Penn – Milk
Frank Langella – Frost/Nixon
Brad Pitt – The Curious Case of Benjamin Button
Richard Jenkins – The Visitor

Sean Penn merece o Oscar por Harvey Milk em Milk. Sua atuação é espetacular. Ele consegue nos levar até a época e nos convence sem pensar duas vezes que ele é o personagem. Gay, político, lutador e etc. Que os demais indicados me perdoem, mas Sean Penn deu um show. Um nome que faltou foi Leonardo DiCaprio.

Melhor Atriz

Meryl Streep – Doubt
Kate Winslet – The Reader
Anne Hathaway –  Rachel Getting Merried
Angelina Jolie – Changeling
Melissa Leo – Frozen River

Eu ainda não assisti The Reader e por isso não sei como é a atuação de Winslet nesse filme. O que me leva a preferi-la para ganhar o Oscar de melhor atriz é o fato de que ela chega perto há anos e nunca consegue ganhar. Eu daria o Oscar a ela por Revolutionary Road sem pensar duas vezes, porém o filme não a levou nem como atriz, nem como atriz coadjuvante. Um pena.

Melhor Ator Coadjuvante

Heath Ledger – The Dark Knight
Josh Brolin – Milk
Robert Downey Jr. – Tropic Thunder
Philip Seymour Hoffman – Doubt
Michael Shannon – Revolutionary Road

Eu estou junto com a galera querendo que Heath Ledger vença esse prêmio. Isso seria a maior forma de demonstrar como esse ator estava crescendo, e não apenas por The Dark Knight, mas Brokeback Mountain – que ficou entalado – entre outros. Mas existem muitos poréns, e caso a Academia prefira não premiá-lo, eu fico com a escolha óbvia, Philip Seymour Hoffman. Downey Jr. talvez tenha sua chance ano que vem por The Soloist.

Melhor Atriz Coadjuvante

Amy Adams – Doubt
Penélope Cruz – Vicky Cristina Barcelona (+++)
Viola Davis – Doubt
Taraji P.  Hanson – The Curious Case of Benjamin Button
Marisa Tomei – The Wrestler (++)

A minha escolha é Penélope Cruz. Mas como a zebra esteve presente no Globo de Ouro, pode também estar no Oscar. E COMO PODE!!! Então, minha segunda escolha seria Marisa Tomei. Tenho um certo receio que nem uma nem outra será premiada, mas, eu tenho esperanças.

Melhor Animação Longa-Metragem

Bolt
King-Fu Panda
Wall-E

Não preciso comentar nada, né?

Melhor Roteiro Adaptado

The Curious Case of Benjamin Button
Doubt
Frost/Nixon
The Reader
Slumdog Millionaire

Não adianta, esse roteiro me conquistou. Uma obra-prima que merece ser premiada. Dá-lhe Benjamin Button!

Melhor Roteiro Original

Frozen River
Happy Go Lucky (+)
In Bruges
Milk (+++)
Wall-E (++)

ótimos roteiros, muito bons. O que eu faço? Tirando Frozen River, que eu não vi, eu daria um Oscar pra cada um desses roteiros. Minha preferência maior é para Milk, seguido de Wall-E e terminando com Happy Go Lucky. Quem diria, hein? Uma animação fora de sua categoria. Rumo a melhor filme? Será!!!???

Melhor Direção de Arte

Changeling
The Curious Case of Benjamin Button
The Dark Knight
The Duchess
Revolutionary Road

Para mim é muito difícil competir nessa categoria com uma produção que nos remete a anos atrás, seja um épico ou algo que se passa numa corte. The Duches pode ter sido um filme fraco, mas sua arte, fotografia e figurino foram deslumbrantes. Pode ser que eu me engane, mas tá votado.

Melhor Fotografia

Changeling
The Curious Case of Benjamin Button (+++)
The Dark Knight (++)
The Reader
Slumdog Millionaire

 The Dark Knight pode ter sido um grande filme. Devorador de bilheterias, mas não está com essa corda toda no Oscar. Uma grande produção, sim. Mas fraco quanto a premiações. Em fotografia eu o escolho como melhor, mas só depois de Benjamin Button.

Melhor Figurino

Australia
The Curious Case of Benjamin Button
The Duchess
Milk
Revolutionary Road

Pode até acontecer, talvez, de The Duches não levar o prêmio de melhor direção de arte, mas figurino é batata. Não tenho nenhuma dúvida que essa estatueta é do filme de Ralph Fiennes e Keira Knightley.

Melhor Filme Estrangeiro

The Baader Meinhoff Complex – Alemanha
Entre Les Murs – França
Okuribito – Japão
Revanche – Australia
Waltz With Bashir – Israel

Único filme que assisti dos listados foi Waltz With Bashir, por isso o escolhi. O peso do Globo de Ouro tb se fez presente.

Melhor Documentário

The Betrayal
Encounters at the End of the World
The Garden
Man On Wire
Trouble the Water 

Melhor Documentário Curta-Metragem

The Conscience of Nhem En
The Final Inch
Smile Pinki
The Witness – From the Balcony of Room 306

Não vou dar opiniões sobre os documentários de curta ou longa-metragem. Não assisti nenhum ano passado.

Melhor Montagem

The Curious Case of Benjamin Button (+++)
The Dark Knight (++)

Frost/Nixon
Milk
Slumdog Millionaire 

De novo Batman atrás de Benjamin Button. Pq será? hehehe…

Melhor Maquiagem

The Curious Case of Benjamin Button
The Dark Knight
Hellboy II – The Golden Army

 Eu voto em Hellboy, meu filme de herói – ou anti-herói? – favorito. Mas eu explico. Benjamin Button além de usar maquiagem também se tem ajuda de efeitos especiais. Batman tem seus méritos em maquiagem, mas são simples. Hellboy dá um show de maquiagem!

Melhor Trilha Sonora Original

The Curious Case of Benjamin Button
Defiance
Milk
Slumdog Millionaire
Wall-E

Dessa vez as minhas fichas vão para o robozinho. Será que leva fora de sua categoria base? Seria interessante e até bonito.

Melhor Canção Original

Down to Earth – Wall-E
Jai Ho – Slumdog Millionaire
O Saya – Slumdog Millionaire

Como podem ver, estou animado com Wall-E nas canções.

Melhor Curta Animado

La Maison en Petits Cubes
Lavatory – Lovestory
Oktapodi
Presto
This Way Up

Melhor Curta Live-Action

Auf Der Strecke
Manon on the Asphalt
New Boy
The Pig
Spielzeugland (Toyland)

Melhor Edição de Som

The Dark Knight
Iron Man
Slumdog Millionaire
Wall-E
Wanted

Melhor Mixagem de Som

The Curious Case of Benjamin Button
The Dark Knight
Slumdog Millionaire
Wall-E
Wanted

Melhor Efeito Especial

The Dark Knight
Iron Man
The Curious Case of Benjamin Button 

Seven Pounds

Posted on: 26/12/2008

“Em sete dias, Deus criou o mundo. Em sete segundos, eu destruí o meu”

 

Hoje é sexta-feira, dia 26 de Dezembro, e aproveitando o feriado de Natal, ao invés dos filmes estrearem hoje, o fim de semana começou mais cedo e ontem já estavam à disposição do público. Se eu estivesse nos EUA, minha opção semana passada teria sido Yes Man, porém, as novidades do Brasil são Seven Pounds e Marley and Me. Entre esses dois eu escolho Seven Pounds, e digo: Vale a pena.

Uma das coisas que me ajudou bastante a ter uma boa receptividade foi não saber muito sobre o filme. O trailer indicava alguns pontos que já era possível saber mais ou menos do que se tratava, mas como não procurei ler mais sobre ele, sai na vantagem e com pouca expectativa consegui sentir, quase que como alguém que é deixado em um lugar desconhecido, o que o filme queria mostrar.

O filme começa entregando bastante coisa, mas se engana quem acha que vai entender de cara o que está por acontecer. Will Smith interpreta um “agente do imposto de renda” que de princípio parece ser confuso. Não demonstra o porquê ele está ali, não nos diz o que ele quer, qual seu obejtivo. Mas com alguns minutos de filme já percebemos que “Ben Thomas” – vocês entenderão as aspas após assistirem –  é uma boa pessoa. Machucado, ferido, sem rumo, mas praticamente um anjo.

Sete pessoas. No passado e no presente o número sete é o seu objetivo. Um homem que tinha tudo. Possuía um ótimo trabalho, era casado com a mulher que amava e tinha uma vida maravilhosa, até que o número sete apareceu em sua vida e lhe tirou tudo isso. A culpa se faz presente em todo o filme. Nas expressões de Will Smith é possível perceber a dificuldade que Ben Thomas tem em viver. Ele tenta ir em frente, fazendo suas boas ações, mas seu sorriso é forçado e por dentro ele sabe disso, mas não importa, o importante é fazer quem quer que seja e precise feliz. Apenas resta uma condição: Para ele ajudar alguém, esse alguém deve ser uma boa pessoa.

Passando dias e mais dias procurando nomes que precisem de doações e que sejam compativeis com ele, Ben faz sua lista e começa a reparar o passado. Enquanto ainda caminha, pode ajudar e continuar vivo, mas a história muda quando, além de um cego, encontra uma mulher que precisa de um novo coração para sobreviver. Tudo complica ainda mais quando ele começa a visitá-la cosntantemente e acaba por se apaixonar recebendo reciprocidade no sentimento.

Eu não quero estragar mais do que já estraguei falando sobre o filme aqui. Existem alguns detalhes pelos quais nem comentei e que é melhor nem serem comentados. Esses detalhes envolvem um irmão, um amigo e um animal marinho. Will Smith pode não ter chamado muito público para os cinemas no fim de semana passado, e talvez nesse não mude muito o quadro, seja aqui ou lá fora. Só sei que o filme merece ser assistido, porque é uma lição de vida que junta coragem e bondade em um só lugar.

A direção me agradou bastante. Gabriele Muccino (À Procura da Felicidade) soube levar muito bem a história dificultando entregar tão rapidamente o desfecho, ainda mais colocando elementos que nos fazem ficar confusos – no bom sentido. A edição favoreceu muito para que esses elementos se confundissem de uma boa forma e fossem entendidos mais à frente. O elenco foi ótimo. O roteiro eu nem preciso me prolongar muito: Muito bom.

 

Trailer

Em Fevereiro começa a briga para ver quem vai ganhar o homem dourado do cinema. Um pouco antes, em Janeiro, sai a lista dos indicados que irão disputar a estatueta. Mas como é de costume os cinéfilos como eu começarem a apostar suas fichas em quem ao menos deverá ser indicado, aqui estou eu para bater o cartão.

Para começar é complicado tentar descobrir quem será indicado, ainda mais esse ano que muitos filmes foram deixados para estrearem agora no fim do ano. São casos como: The Curious Case of Benjamin Button, Australia, The Wrestler, Doubt, Gran Torino, Che, Valkyrie, Spirit, e por aí vai. E o pior disso tudo é que a maioria chega estréia no Brasil somente em Janeiro e Fevereiro. Então, a única forma de, por enquanto, tentar desvendar quais filmes serão indicados é lendo resenhas de sites gringos e basear-se por elenco, direção e costumes da academia.

Minhas apostas são ainda acanhadas, porque por essa base que indiquei a cima, a coisa está muito complicada. Para ter certeza só assistindo aos filmes ou esperando a academia revelar os finalistas para apostar definitivamente nos vencedores. De qualquer forma, aqui vão minhas apostas:

Melhor filme

The Curious Case Of Benjamin Button
Revolutionary Road
Changeling
Australia/The Reader (dúvida)
Frost/Nixon

Melhor Direção

Changeling (Clint Eastwood)
The Curious Case of Benjamin Button (David Fincher)
Happy-Go-Lucky (Mike Leigh)
The Reader (Stephen Daldry)
Revolutionary Road (Sam Mendes)

Melhor Ator

Leonardo DiCaprio (Revolutionary Road
Benicio Del Toro (Che)
Sean Penn (
Milk
Brad Pitt (The Curious Case Of Benjamin Button

Mickey Rourke (
The Wrestler)

Melhor Ator Coadjuvante

Phillip Seymour Hoffman (Doubt)
Heath Ledger (The Dark Knight)
Ralph Fiennes (The Duches)
Josh Brolin (Milk)
Michael Sheen (Frost/Nixon)

Melhor Atriz

Kate Winslet (Revolutionary Road)
Meryl Streep (Doubt)
Anne Hathaway (Rachel Getting Married)
Angelina Jolie (Changeling)
Julianne Moore (Blindness)

Melhor Atriz Coadjuvante

Kate Winslet (The Reader)
Amy Adams (Doubt)
Cate Blanchett (The Curious Case Of Benjamin Button)
Penélope Cruz (Vicky Cristina Barcelona)
Marisa Tomei (The Wrestler)

Melhor Roteiro Original

Changeling (Joseph Michael Straczynski)
Happy-Go-Lucky (de Mike Leigh)
Milk (de Dustin Lance Black)
Vicky Cristina Barcelona (de Woody Allen)
Burn After Reading (de Ethan e Joel Coen)

 Melhor Roteiro Adaptado

The Curious Case of Benjamin Button (Eric Roth)
Doubt (John Patrick Shanley)
Frost/Nixon (Peter Morgan)
The Reader (David Hare)
Revolutionary Road (Justin Haythe)

Melhor Animação

Wall-E
Kung Fu Panda
Madagascar: Escape 2 Africa

Melhor Filme Estrangeiro

Entre les Murs, França (dir. Laurent Cantet)
Gomorra, Itália (dir. Matteo Garrone)
Leonera, Argentina (dir. Pablo Trapero)
O’Horten, Noruega (dir. Bent Hamer)
V
alsa com Bashir, Israel (dir. Ari Folman)

Melhor Fotografia

Revolutionary Road (por Roger Deakins)
Australia (por Mandy Walker)
The Dark Knight (por Wally Pfister)
The Curious Case of Benjamin Button (por Claudio Miranda)
Defiance (por Eduardo Serra)

Melhor Edição

Revolutionary Road (por Tariq Anwar)
Australia (por Dody Dorn)
The Dark Knight (por Lee Smith)
Defiance (por Steven Rosenblum)
Slumdog Millionaire (por Chris Dickens)

Melhor Direção de Arte

Revolutionary Road (por Kristin Zea e Debra Schutt)
Australia (por Catherine Martin)
The Dark Knight (por Nathan Crowley e Peter Lando)
Curious Case of Benjamin Button (Donald Graham Burt e Victor J. Zolfo)
Indiana Jones and The Kingdom of the Crystal Skull (por Guy Dyas, Beth A. Rubino e Larry Dias)

Obs: Sei que faltam mais de dez categorias na lista, mas como eu não entendo bolhunfas dessas categorias mais técnicas – não que eu entenda tanto das outras – eu vou esperar sair os finalistas indicados. Claro que alguns títulos eu arrisco em dizer, como: The Duches será indicada a Figurino e Maquiagem, assim como Hellboy II, por exemplo. Mas prefiro aguardar as demais categorias. Figurino, Som, Efeitos Sonoros, Efeitos Visuais, Canção, Trilha Sonora, Maquiagem, Curta, Documentário.


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