12 Horas de Sono

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“Everything I do, I do it for you…”

Essa semana me deu vontade de fazer uma coisa: rever alguns filmes de cenário épico. Semana passada, pelo que eu fiquei sabendo, passou na tv esse que acabei de assistir: Robin Hood – Prince of Thieves, mas eu não sabia e fiquei chupando o dedo. Resolvi começar, então, essa “sessão épica” por ele e incluir na lista mais quatro filmes que considero bons e que vi já faz algum tempo.

É interessante assistir filmes antigos. Aliás, é interessante rever um filme após um longo perído. Primeiro porque sempre percebemos coisas que deixamos passar nas demais vezes, e segundo porque sempre é bom relembrar um bom clássico – nem todos da lista se enquadram nesse grupo. A última vez que assisti Robin Hood deve ter sido antes dos meus 15 anos – hoje estou com 23 – e muita coisa havia sido esquecida, assim como muita coisa nem mesmo havia sido percebida. O elenco, além de Kevin Costner, nem passava pela minha cabeça. Ver o Christian Slater fazer um papel até legalzinho – mínimo, mas valeu – foi confortável. Além do mais, agora eu tenho uma referência ótima do rei Ricardo Coração de Leão na cabeça: Sean Connery. Pena que é só isso.

Sejamos justos. O filme é legal, dá pra se divertir caso o espectador seja como eu, um adorador de filmes épicos, mas pára por aí. Eu achei meio jogado, sinceramente não gostei do roteiro. O que move Robin de Locksley não se define. É a vingança pelo pai? É o amor por Marian? É a busca pela liberdade própria e de seu povo, os foras-da-lei? Podemos dizer que é tudo isso que o move, sendo dividido no decorrer do filme. No começo ele quer vingança pela morte de seu pai, em seguida ele conhece os foras-da-lei e deseja a liberdade, e mais tarde, quando Marian passa um dia inteiro na floresta de Sheerwood, ele percebe que a ama, o que o move a salvá-la quando fica sabendo do casamento dela com o Xerife. Acho que o roteiro poderia ter se concentrado mais no amor por Marian e pela liberdade do povo esquecendo a vingança pela morte do pai. Aliás, seria até melhor se o pai dele já fosse morto antes mesmo dele ir lutar nas Cruzadas. Outra coisa que me incomodou é que o filme ficou bobo demais, deveriam ter tentado fazer algo sério, com algumas cenas engraçadas, claro, mas com um clima centrado na seriedade. Robin ficou bobalhão, o Xerife ficou bobalhão e muitos outros ficaram bobalhões. Triste isso. Eu achei que fosse me divertir mais assistindo-o.

O que eu poderia ressaltar de coisas boas do filme? Talvez o cenário. O figurino ficou legal, mas vamos dar uma trégua, afinal o longa é de 1991. A direção ficou mediana, poderia ter sido melhor. A edição ficou muito boa, a fotografia até bonita e a trilha sonoro deixou bastante a desejar. As melhores atuações são de Morgan Freeman, Mary Elizabeth Mastrantonio, Alan Rickman – que por mais bobalhão que tenha ficado sua personagem, conseguiu ir bem – e por incrível que pareça, gostei do Christian Slater, ele poderia passar a fazer papéis menores assim e se sair bem.

Minha nota para o filme é baixa. Não é ruim, pois consegue divertir, porém não é bom, passa longe disso. Eu diria… nota 6.

Vale lembrar que o filme inspirou bastante a série da BBC que leva o príncipe dos ladrões para a tv. A cena em que Marian aparece como guerreira em sua primeira aparição no filme fez com que na série ela se tornasse durante alguns episódios uma protetora mascarada. Uma outra coisa que vale comentar é a canção tema do filme: Everything I do (I do it for you), do Brian Adams. Adoro a música, mesmo, mas chega a ser cansativo algumas falas no filme que remetem constantemente à ela. “I do it fo you”, “I’d die for you”, “Search your heart”, e por aí vai.

Poster


Logo escrevo sobre os outros filmes: King Arthur (Director’s Cut), The Mists of Avalon, The Last of the Mohicans, Dances With Wolves.

“There is no place like home”

 

Dorothy, Espantalho, Homem de lata e Leão. Talvez não existam, desde 1939 até os dias atuais, personagens mais carismáticos que esses quatro. Não sei quando assisti pela primeira vez ao filme, só sei que havia assistido apenas uma vez e na infância. Não me lembro quem colocou pra mim no vídeo cassete ou nem mesmo se foi na televisão, mas bateu uma vontade de rever o filme e foi o que eu fiz.

A única cena nítida que me vinha à cabeça quando eu tentava me lembrar de O Mágico de Oz era a que vêmos as pernas da bruxa malvada do leste para fora da casa que caiu por cima de seu corpo. De resto só passavam nuvens pela minha cabeça. Aos poucos, conforme ia passando o filme, pude relembrar alguns momentos, e outros eu jurava que nunca havia visto.

O filme é um conto de fadas muito bonito como deve ser. Colorido e cheio de surpresas. Criaturas inimagináveis, lugares majestosos e perigosos. É difícil querer comparar ou até mesmo argumentar sobre a beleza do filme quando estamos numa época tão mudada. Eu gostei do filme, mas também não me cativou tanto quanto outros títulos atuais. Talvez se eu tivesse vivido na época a coisa seria mais forte, e é por isso que quem viu há anos atrás, como nossos pais e nossos avós, falam com um ar diferente. Para essas pessoas aquilo era tão grande quanto os tais títulos atuais que citei. Por isso não devemos chamar de malucos os que cultuam os filmes antigos e também os que cultuam os filmes antigos não devem nos chamar de ignorantes por preferirmos as novidades. Afinal, cada um teve sua época e cada filme agarra uma geração. Por outro lado, tenho certeza que O Mágico de Oz nunca envelhece, pois pode-se assistí-lo sempre, seja ontem, hoje ou amanhã. A fantasia vai continuar presente como em folhas de um bom e velho livro.

Queria falar do trio em particular. Eu já adorava esses três, mesmo não me lembrando de quase nada quando vi, mas um em específico conseguiu me conquistar. O Leão é sem dúvida o mais carismático e engraçado dos três. Homem de Lata e Espantalho merecem ser lembrados, claro, mas o Leão é demais. Sua canção no castelo de cristal é engraçada, com aquele jeito desengonçado e medroso. Algumas cenas, por mais simples que sejam, me fizeram rir um bocado. Já na questão de figurino eu fiquei impressionado com o Homem de Lata, e com relação à maquiagem, Espantalho e Homem de Lata também me deixaram abismados. Até agora não compreendi como fizeram a maquiagem do Espantalho, com as rugas ao lado, a boca do saco amarrado no pescoço e o rosto apenas pintado. Um dia eu descubro.

As canções são lindas e as letras muito bem escritas. O ponto alto está logo no início, quando Dorothy imortaliza Somewhere Over The Rainbow.

É um filme muito importante, que inspirou muitos filmes, livros e cena espalhadas por aí. Tem abordagens significativas, que vão de assuntos mais pesados – tratados delicadamente – até coisas mais leves. Alguns exemplos são: A tristeza que Dorothy sente quando não lhe dão atenção, mostrando como uma criança pode ficar abatida quando a família é dispersa. Já para o lado mais pesado podemos ver um pouco de religião. O mágico de Oz é todo poderoso, mas não passa de uma pessoa comum, sendo que muitos nem mesmo sabem que ele existe, apenas acreditam nisso por causa da fé. E claro, não podemos deixar de mencionar que aprendemos ao assitir o filme que nossos valores, como o amor, a inteligência e a coragem, estão dentro de nós, basta apenas descobrirmos por nós mesmos.

Enfim, é uma obra muito querida que nos faz lembrar que não há lugar melhor que o nosso lar.

 

E claro, à baixo uma piada ilustrada já que ninguém é de ferro

“Ok, então… Onde a coragem fica?”


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Ih, é hoje!

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