12 Horas de Sono

Comecei a ler O Homem do Castelo Alto, livro de Philip K. Dick, também escritor de Valis, O Tempo dos Simulacros, entre outros. Para quem não sabe, Dick é responsável por Blade Runner ter surgido no cinema, já que o filme tem o argumento baseado no livro Do Androids Dream of Electric Sheep?

Os filmes à baixo também são baseados em novelas ou contos de Dick:

.Minority ReportMinority Report: A Nova Lei (com Tom Cruise)
.Total Recall O Vingador do Futuro (com Arnold Schwarzenegger)
.Screamers – Assassinos Cibernéticos (com Peter Weller)
.Paycheck – O Pagamento (com Ben Affleck)
.A Scanner DarklyO Homem Duplo (com Keanu Reeves)

Desde já faço uma indicação. Pelo que li até agora – umas 60 páginas – o livro é bom e interessante. A cabeça de Dick parece não ter limites para imaginar. Assim que terminar de ler atualizo a postagem.

Sinopse

Época – início de década de 1960. Negros são escravos. Judeus – os poucos que ainda existem – se escondem sob identidades falsas para não serem completamente exterminados. A África é um continente morto. Os Estados Unidos praticamente não existem mais. O mundo vive sob o domínio da Alemanha e do Japão. Que ninguém se espante com esse panorama – afinal, os nazistas ganharam a Segunda Guerra Mundial.

Em ‘O homem do castelo alto’, Dick oferece uma visão assustadora da história e levanta a grande questão; ‘O que é a realidade, afinal?’

***

Segura as pontas que eu ainda estou lendo


Como dizia Gabriel O Pensandor: Querem proibir, querem liberar…

Tudo isso é só para evitar a concorrência, porque não é Hollywood, mas é todo sucesso. Muito se fala do tal monopólio da maconha. Resta saber se o real monopólio está nas mãos dos traficantes ou nas mãos de pessoas com cargos elevados, jurídica, etc. A verdade é que muita gente pensa pela lado positivo e muita gente pensa pelo lado negativo, e assim nunca chegaremos a uma conclusão. Essa briga será eterna.

É fácil achar opiniões diversificadas, basta saber onde procurar. A maconha não é usado apenas por delinquentes. A maconha não é descriminada apenas por religiosos. A maconha não escolhe raça, classe ou cor. Sua liberação ou proibição vai da opinião de cada um. E não são apenas duas vertentes, e sim três. Quem é usuário, quem não é usuário e defende e quem não é usuário e não defende. Aliás, caberia um quarto: quem não é usuário e não está nem aí pra isso. Porém, ainda existem as opiniões que visam a maconha para comércio, e não apenas uso. Quem usa compra ou planta. Quem planta usa ou vende. Quem vende, as vezes nem usa e leva aquele dinheiro para outro lugar. O crime. Daí o dinheiro se transforma em armas. Como acabar com isso? Alguns diriam que liberando, mas quem vai garantir que quem planta, para uso, não irá vender ou dar? É um assunto complicado, pois implica em cada cabeça que for usufruir do direito de liberação.

O interessante é ver como a liberação não afeta alguns locais. No mundo, existem cidades que vendem não apenas drogas – não todas – mas prostituição e sexo em locais públicos. Bom, levando em conta que estamos falando do uso de drogas – ou da natureza – podemos afirmar que a prostituição também gera riscos de saúde – ainda mais dependendo do produto oferecido, hehehe -, assim como o álcool e o cigarro. Só que o cigarro e o álcool não caíram tanto nas graças do crime, pelo menos atualmente. Como explicar essas cidades? Dentro dela, as coisas fluem. Se em algum lugar por lá se vende drogas para fora do país, especialmente países que não possuem liberação do produto, é outra história. Aliás, se essa passagem é realizada de alguma forma, para chegar até aqui sem problemas, por exemplo, o problema é nosso, e não deles. Se a proibição é a solução, tem que se fazer direito. Hoje o número de usuários de maconha é gigante, concluindo que as leis sobre drogas, assim como todas as outras, não adiantam no Brasil. Não seria melhor sentar e tentar resolver esse problema melhor? Pegar cada um responsável por setor coincidente e projetar algo amplo? Sim, seria. O problema é isso ser feito. Afinal, como eu já disse, muitas pessoas lucram com o tráfico, e como a maconha não escolhe nem raça, nem cor, nem classe, muito menos conduta de vida/ética, ela também está em mãos poderosas muito além das de um traficante.

Hoje em dia é mais importante gastar bilhões em projetos esportivos – Pan-Americano, Copa, Olimpíadas – que em projetos sociais, leis de segurança, saúde, educação e por aí vai. Não estou dizendo que esse gasto com projetos esportivos não será bom para o nosso país, mas creio que antes estejamos necessitando de outras coisas. A prioridade não existe e com isso vamos “crescendo” de qualquer jeito.

Acho que pelo menos 90% da população do Brasil sabe disso. Se não tem certeza, provavelmente desconfia. A Oi chegou para ficar e a cada ano que passa aumenta seus lucros de uma forma incrível, além de oferecer novos serviços. Muitos diriam que isso não é nada além de competência. De fato, isso não deixa de ser uma verdade. Nem eu e nem você discordamos que a empresa tem seus méritos e é bem administrada, mas alguns pontos também nos mostram que além de competência em sua administração, ela possui uma competência incrível em nos “roubar”.

A Oi é uma das empresas mais acionadas em tribunais, pelo menos no Rio de Janeiro. Não sou eu quem  está falando isso, veja:

“A Oi foi a empresa mais acionada nos Juizados Especiais Cíveis (JEC’s) do Rio no ano passado. Segundo levantamento do Tribunal de Justiça do Estado, de Janeiro a Novembro de 2007, a concessionária respondeu a 40.567 processos, correspondente a 9,85% de todas as ações distribuídas aos juizados.”

– Esse artigo é de um site pelo qual não mencionarei por não permitir que seu conteúdo seja copiado. Caso eu queira passá-lo adiante em outro local, terei que entrar em contato com a Globo para poder comprá-lo ou obter autorização… Ops! Falei. 🙂 –

Mas voltando ao assunto principal… Isso não é incrível? Muitas vezes nós somos taxados de mal informados e idiotas por essa empresa, quando na verdade, mal informados são seus funcionários que nos passam informações errôneas durante um contato. O que mais me apavora – de verdade – é que a justiça nada faz.

Já tivemos algumas vitórias sobre a Oi, como a diminuição de preço da internet banda larga no estado da Bahia – leia. Só resta saber se ela irá cumprir, e se cumprir irá permanecer assim. É um absurdo os valores cobrados em alguns estados. No Amazonas, por exemplo, o acesso à internet de 600 kbps é de R$425. Esse é o valor mais elevado da empresa para acesso à internet, mas em outros estados a coisa também é salgada. Como explicar esse preço? Inviabilidade técnica e despreparo regional? Que nada, isso é monopólio mesmo.

Quem não tem com quem competir cobra o que quer. Quem precisa ou quer usufruir do serviço, paga se puder. Não há conversa. Isso se explica no próprio caso do estado da Bahia. A Oi teria que baixar seus preços no estado e para isso um prazo foi determinado, porém o que realmente fez com que a mudança chegasse não foi exatamente a determinação jurídica e sim a concorrência. Os absurdos foram diminuídos com a chegada da GVT à Salvador.

Para reclamar da exploração de valores e poder que a Oi faz não é preciso se prender apenas à internet. Quantas pessoas já foram à justiça para reclamar de ligações que nunca fizeram? Quantas pessoas ligaram para a central de atendimento para reclamar de uma cobrança indevida? Aqui vai uma dica: não adianta juntar todos os seus familiares e amigos que mesmo assim não será possível contar nos dedos.

E o tal ‘Oi Conta Total’? A solução que a Oi prometia para o telefone fixo, que acabaria com as contas quilométricas e valores altíssimos através de planos super simples e funcionais? Besteira. Deu mais dor de cabeça ainda. O que adianta você assinar algo que lhe promete um valor, e no mês seguinte receber uma conta com o dobro, o triplo, ou mais ainda daquilo? Como pode um plano que seria de R$219,00 chegar aos taquicardíacos R$1.200? Essa nem o meu amigo conseguiu responder até hoje. A conta era dele.

No entanto, com tudo isso, a Oi cresce a cada ano. Se já tinha poder sobre telefonia – fixa e móvel – e internet banda larga, agora também ingressou na tv por assinatura. O preço é atraente, mas você arriscaria? Eu, sinceramente, não. Sempre existe o contrato de um ano, e com certeza eu me aborreceria mais que com a Sky. Em 2006 a Oi teve um lucro de R$1,3 bi, em 2007 R$2,4 bi e em 2008 parecia que ia superar qualquer expectativa quando de R$4,5 bi cai para a metade do lucro de 2007. Esse ano – 2009 – parece ainda pior, com uma queda de 98% até Maio. Só não devemos esquecer que a empresa comprou a Brasil Telecom, entre outros negócios que geraram dívidas. Se comprou, podia. Se abriu novo serviço, podia. Resta aguardar para ver o que acontece nos próximos anos.

O mais incrível é que mesmo com tudo isso: problemas, reclamações, cobranças indevidas, abusos de preço, serviços enganosos, etc. cada vez mais pessoas migram para a empresa. Com seu próprio crescimento e também a compra da Telecom, o aumento de clientes é de 45%.

Eu não gosto, nunca gostei e nunca irei gostar dessa empresa. Já tive dores de cabeça demais. Não temos pra onde fugir em certas ocasiões e recorremos a ela. Mas na primeira oportunidade com certeza pularei fora. Nesse dia irei responder à altura, direi TCHAU!

Como funciona o processo do orgasmo no organismo humano?


Olhando o site da revista SUPERINTERESSANTE acabei encontrando um artigo SUPERINTERESSANTE. Como já mencionado, o assunto é o orgasmo humano. Simplesmente sensacional.


A evolução criou o prazer sexual como pretexto para o acasalamento. Pela causa justa de estimular a reprodução das espécies, valeria a pena superativar o cérebro, deixando-o à beira do esgotamento.

Certa vez, em um impulso autobiográfico, o romancista russo Fiódor Dostoiévski (1821-1881) escreveu: Felicidade Tão forte e tão doce que por alguns segundos dessa delícia trocaria dez anos de minha vida. Dessa maneira, por incrível que pareça, ele tentava descrever um ataque epilético. O autor de clássicos da literatura, como Irmãos Karamázov, era vítima de um raríssimo tipo de epilepsia, em que, durante o surto, as áreas de prazer do cérebro ficam à beira de um curto-circuito. A pessoa, então, experimenta algo semelhante a orgasmos, enquanto dura a crise. Por sorte, não é preciso padecer do mesmo mal para saber do que o escritor falava. Normalmente, a sensação de prazer intenso é a isca arranjada pela evolução para atrair determinados seres vivos para o sexo, garantindo a reprodução de suas espécies. A maioria dos chamados animais sexuados cai nessa armadilha do desejo, mas nenhum com tanta freqüência e tamanha intensidade quanto o homem.

A espécie humana pode ser considerada a campeã do prazer sexual. Afinal, é capaz de experimentar o orgasmo em qualquer época do ano, enquanto outros bichos só desfrutam desse prazer no período do cio. Para chegar ao orgasmo, o sistema nervoso ordena, em primeiro lugar, que os batimentos cardíacos acelerem, autorizando um derrame do hormônio adrenalina. A substância faz o coração arrancar, por um bom motivo: não pode faltar sangue para os músculos, na agitação do sexo. Esse mesmo hormônio, despejado pelas glândulas supra-renais, faz ainda com que as artérias se dilatem, facilitando a passagem do sangue. Este precisa estar oxigenado daí que os pulmões também aumentam o ritmo de trabalho; a respiração torna-se rápida e curta. Toda essa superatividade física leva o corpo a esquentar, como um motor prestes a fundir. E, feito a água do radiador de um carro, o suor passa a jorrar na pele, na tentativa de controlar a febre do desejo.

No cérebro, por sua vez, um crescente número de neurônios passa a secretar substâncias ativadoras de certas regiões, que são reconhecidamente o centro das sensações de prazer. Foram elas, aliás, que comandaram aquelas reações do corpo, como o aceleramento do coração. Até que, no limiar do esgotamento físico e da exaustão dos neurônios, outra região cerebral, a do desprazer, contra-ataca com uma descarga de endorfinas, para acabar com a festa e com o risco de pane cerebral. Nos pequenos espaços entre os neurônios, as endorfinas com forte efeito calmante vão se misturar às substâncias excitantes liberadas pelas zonas de prazer. Assim, por alguns instantes, tanto as áreas de prazer como a do desprazer entram no curto-circuito do orgasmo, e mandam faíscas para outras partes do sistema nervoso. Entre elas, as responsáveis pelos movimentos de certos músculos eis o comando para o espasmo da ejaculação, que sempre acompanha o gozo masculino.

Há quem se contorça por inteiro, involuntariamente, até o cérebro se pôr em ordem. Quando isso acontece, sobra o cansaço da intensa atividade física, capaz de consumir a mesma quantidade de calorias de uma partida de tênis, de 420 a 660. Resta, também, o relaxamento provocado pelas endorfinas, que, depois de serem descarregadas em alta dosagem no cérebro, terminam se espalhando pelos músculos, arrastadas pela corrente sangüínea.

No reino animal as coisas funcionam de forma mais ou menos parecida. Mas, em geral, as fêmeas dos mamíferos só topam o acasalamento quando estão no período do cio, diz o biólogo Ladislau Deutsch, de São Paulo, que afirma já ter visto sexo até de macacos africanos. Segundo ele, durante a ejaculação, os mamíferos machos demonstram uma forte sensação, semelhante ao orgasmo do homem. Quanto às fêmeas, é impossível ter certeza de que sentem alguma coisa.

Ou seja, nesse aspecto, até que se prove o contrário, o sexo feminino dos seres humanos é uma exceção. O fato de a mulher ser privilegiada com a capacidade de sentir prazer sexual nunca foi muito bem compreendido, admite o geneticista Oswaldo Frota Pessoa, da Universidade de São Paulo, autor de livros sobre sexo e seleção natural. No macho, por causa da coincidência entre o orgasmo e a ejaculação, conclui-se que a sensação prazerosa tem o papel de impulsionar o organismo a injetar seus espermatozóides na parceira, explica. Já o orgasmo feminino, à primeira vista, parece não ter função. É claro, porém, que existem algumas teorias para justificá-lo.

Há quem postule, por exemplo, que o orgasmo da mulher surgiu quando seus ancestrais se tornaram bípedes. Isso porque a nova postura criava a possibilidade de a fêmea sair caminhando, logo depois da relação sexual. E, daí, a maioria do sêmen escorregaria rapidamente para fora da vagina, sem dar muita chance de fecundação aos espermatozóides. No entanto, o gozo deixaria os músculos do corpo completamente relaxados. Desse modo, a tendência seria a mulher permanecer mais tempo deitada. A teoria é polêmica afinal, caminhar depois do sexo jamais foi um método anticoncepcional. Estudos recentes mostram, ainda, que os espasmos ocorridos durante o orgasmo transformam o útero numa espécie de sugador, facilitando, mais uma vez, a entrada dos espermatozóides.

Uma coisa é certa: o prazer feminino, ao tornar a fêmea bem disposta para o sexo, foi fundamental para libertar a espécie humana do cio. Para os seus indivíduos, todo dia pode ser dia de acasalamento. A possibilidade do orgasmo, de que só os humanos parecem ter consciência, torna o sexo uma tentação permanente. E, no cérebro, o centro de todas as tentações e de todas as aversões, também , fica no chamado sistema límbico.

Trata-se de uma enorme região, dividida em diversos núcleos, na parte interna da massa cinzenta. Uma de suas principais estruturas é o chamado septo, que governa as sensações de prazer. Na realidade, as emoções agradáveis também são criadas numa área vizinha e maior: o hipotálamo, que ainda se responsabiliza pelas sensações de fome, sede, frio e calor. Um terceiro núcleo desse sistema é o hipocampo, a sede da memória. Finalmente, existe a amígdala, que é o grande centro de desprazer do sistema nervoso. Quando a gente estimula eletricamente essa área, no cérebro de cobaias, notamos que elas sentem emoções desagradáveis, como medo ou raiva, revela o neurofisiologista Eduardo Pagani, de 29 anos, que faz pesquisas sobre o sistema nervoso na Escola Paulista de Medicina. De acordo com ele, o orgasmo pode ser considerado uma overdose das substâncias produzidas pelas células nervosas dessas quatro estruturas do sistema límbico.

Tudo, no entanto, começa mais na superfície da massa cerebral, ou seja, na camada cinzento-escura conhecida por córtex. Nele, afinal, desembocam as informações nervosas, provenientes dos diversos órgãos sensoriais. É o caso, por exemplo, da imagem do parceiro em potencial, que alcança a retina, no fundo dos olhos. Ali, a luz refletida por essa figura é transformada em impulsos elétricos, que percorrem o nervo óptico até parar no córtex. Os neurônios que tecem essa camada vão analisar a imagem recém-chegada: se é a de uma pessoa gorda ou magra, se ela tem pernas finas ou grossas, se o nariz é arrebitado ou adunco e assim por diante. O córtex, porém, só processa esses dados, sem emitir nenhum juízo, explica Pagani. É o sistema límbico que julga se é para gostar ou não dessa imagem.

Não é à toa, a primeira escala das informações nervosas no sistema límbico é justamente o hipocampo, aquela estrutura relacionada à memória. Ele faz comparações com outras imagens gravadas em seus arquivos, isto é, suas redes de células, diz o pesquisador. A partir disso, vem o veredicto: o hipocampo pode enviar as informações visuais àquelas duas áreas ligadas ao prazer ou para a amígdala, relacionada ao desprazer.

O provável parceiro sexual, é claro, não se limita a estimular a visão. O tom da voz e, mais adiante, quem sabe, o som de gemidos entram no cérebro pela área do córtex dedicada à audição. As carícias chegam pelo tato; o cheiro pelo olfato; o sabor do beijo, pelo paladar. O trajeto, porém, é sempre o mesmo, isto é, dos órgãos sensorias em direção ao córtex e, a partir daí, ao sistema límbico. Algumas vezes, os órgãos sensoriais podem ser dispensados, diz Pagani. Pois a imaginação também consegue estimular o córtex e, daí, o sistema límbico. Isso explica por que existem pessoas que se excitam ao ver uma cena de filme ou uma foto de revista.

Provavelmente, é o sistema límbico que dá a primeira ordem para os órgãos sexuais se excitarem, enviando substâncias que os deixam inundados de sangue extra. Este, contudo, não é o único mecanismo. Os cientistas descobriram que a medula espinhal, na altura da região lombar, também é capaz de liberar substâncias da ereção masculina e do intumescimento do clitóris, na vagina. Mas, no caso, essa segunda ordem só é acionada quando existem estímulos táteis pela masturbação ou pelo próprio contato dos genitais.

A partir do momento em que clitóris e pênis são estimulados, surge uma via de mão dupla. Os genitais não apenas recebem as mensagens de prazer, vindas do sistema límbico, como enviam outras, reforçando a sensação agradável. Com isso, o sistema límbico vai ficando cada vez mais acionado e, nessa altura, começa a interferir no funcionamento de outras áreas cerebrais especificamente daquelas ligadas às funções involuntárias do corpo. É como se o cérebro desejasse que essa felicidade não tivesse fim. Tudo se acelera, até que os organismos cheguem ao clímax, algo já comparado a uma explosão, um curto-circuito e por Dostoiévski à epilesia que o martirizava.

– Escrito por Lúcia Helena de Oliveira, com Demetrius Paparounis.
– Artigo publicado na revista Superinteressante em Novembro de 1993, edição nº 74.

Agora… Independentemente de como funciona o nosso orgasmo, uma coisa é certa:

😉

A mãe Dinah me mandou como ficará o final do Brasileirão


Infelizmente o Mengão não será campeão, mas estará na Libertadores!!!

😉

Noturno

Posted on: 25/09/2009

Resolvi escrever sobre um livro. Resolvi que esse livro fosse sobre vampiros. Resolvi escolher esse da imagem. Por que? Bom, porque essa postagem antecede minha opinião, de uma forma geral, sobre esses tão aclamados – ou não – livros do gênero. Por enquanto, até a próxima postagem não ficar pronta, eu escrevo essa e comento o livro Noturno, de Guillermo Del Toro e Chuck Hogan.

Antes de mais nada queria começar tentando desvendar quem, de fato, escreveu Noturno. É uma tarefa difícil, pois essa informação não foi bem passada para a mídia. Porém, segundo muitas conversas que aparecem por aí, parece que ambos o escreveram, com a diferença que um deles mais que o outro. Del Toro teve a idéia. Depois, juntando várias peças, aqui e ali, formulando idéias secundárias e algumas outras criações que fermentassem a estória passou a bola para Hogan. Isso é um tanto quanto lógico, já que o autor de livros na verdade é Chuck Hogan. Há quem diga que os manuscritos foram passando de um para o outro, onde acontecia a edição e adição de algo que poderia ser encaixado para deixar o livro melhor. O fim é esse: é terminado a primeira parte da Trilogia da Escuridão.

Deixando essa pequena discussão de lado, é hora de entrar na parte que interessa. O livro é bom ou ruim? Na verdade, eu já estive prestes a jogar ele fora. De verdade. Depois pensei em dá-lo a alguém de presente. Tenho alguns amigos que gostam de ler, e a maioria prefere exatamente esse tipo de ficção. Mas eu consegui ir além e cheguei ao fim do livro. Foi um pouco arrastado, confesso, mas consegui. Demorei perto de uma semana e meia para terminar um livro de aproximadamente 450 páginas. O que isso significa? Ele começou agradável – isso eu digo apenas para o prólogo -, se estendeu até o meio de uma forma intragável e finalizou razoavelmente. Razoável não é algo bom para um livro, ainda mais que carrega um nome tão forte estampado na capa. Só quero salientar que, antes de deixar de ler porque não gostou do comentário ou porque acha que já sabe que o livro é razoável, continue a ler. Nem tudo agrada a todos, e o que vem a seguir pode te fazer mudar de idéia.

Algumas pessoas chamaram a minha atenção dizendo que o livro deve ser tratado como algo cinematográfico, afinal o autor do livro, ou um dos autores, é um cineasta. Eu respondi: E daí? Chuck Hogan, pelo que sei, também se envolve com cinema. Ele faz trailers e sabe que um trailer bom é um trailer que vai direto ao assunto. Que não mostre o que se deve esconder, mas que faça algo se movimentar em nosso estômago de vontade de assistir aquilo. Hogan já escreveu outros livros, nunca os li, mas pelo que pude falar com pessoas que o fizeram, ele soube separar as coisas. Isso é algo que deve acontecer. Não importa se o autor é um cineasta ou não, as coisas são completamente diferentes. Audiovisual é audiovisual, literatura é literatura. Mesmo que exista alguns elementos peculiares de um cineasta em um livro, os dois mundos devem ser separados. Isso não aconteceu de imediato, e é por isso que o livro permanece quase morto da página 15 até perto da página 200. Depois disso a coisa começa a se desenvolver melhor.

– SPOILER –
ON

O livro trata de vampiros, como já mencionei antes. O interessante disso é que não são os costumeiros vampiros que vemos por aí. Em Noturno os vampiros são patogênicos. Não trata-se de uma maldição propriamente dita, e sim de um vírus que interage no organismo de um ser vivo. Ou seja: um parasita entra em seu hospedeiro e começa a modificá-lo para seu próprio benefício. Parece algo interessante, não? Foi por isso que comprei. Essa modificação que mencionei é algo que beira a monstruosidade. Ao invés de termos os famosos e simbólicos dentes vampirescos que fazem o furo no pescoço de suas vítimas para sugar seu sangue, temos uma espécie de ferrão, movimentado por um músculo alongado em formato de língua. Através dessa coisa é que o vampiro – ou strigoi, como um dos personagens os chama – suga o sangue da vítima. Não existe seleção. Cada vítima atacada, que não é morta, é infectada. O que ficou um pouco fora da originalidade prometida pelos autores, como um livro de vampiro verdadeiramente voltado para o terror, foi o uso de um Clã antigo, do qual os vampiros participam, contendo 7 no total. Onde esse sétimo é o responsável pela quebra de um pacto muito antigo.

A estória começa com um avião que estava pronto para pousar no aeroporto JFK, em Nova York, mas algo estranho acontece lá dentro antes mesmo dele chegar ao chão. Os passageiros, após feita a checagem, parecem estar mortos, quando na verdade estão devidamente infectados e em pouco tempo se transformarão em vampiros. Cabe a um velho, inimigo antigo dos strugoi, e dois membros do Controle de Prevenção de Doenças exterminar esse mal. Isso envolve ter que matar amigos e crianças. Envolve mortos fugindo de necrotérios durante a noite. Envolve uma manipulação pelo poder mundial.

– SPOILER –
OFF

Na minha opinião, o livro finalizou de forma razoável, como já disse. E explico: quem quer que tenha escrito a parte que achei ruim, se prende muito a detalhes técnicos que não são tão importantes. Detalhes são bons, quando bem usados, já detalhes dos detalhes tornam o livro maçante em demasia. Por sorte, além da página 200 a estória começa a tomar um rumo mais lógico e passa a ser guiada por uma narração mais direta e objetiva. Tornando, pelo menos, uma leitura mais dinâmica, enquanto antes era preciso ler vagarosamente para não perder alguns significados. Isso não quer dizer que a leitura dinâmica dada ao livro torna-o bom. Um livro tem que nos prender, não é? Noturno não faz isso. Em algumas passagens é possível ficar tenso ou ansioso para saber o que vai acontecer, mas as constantes pausas de uma cena para outra fazem com que isso se quebre. Quero dizer; além de ser dividido em capítulos, dentro de cada um há vários cortes de núcleos. Enquanto estamos prestes a presenciar um ataque, tudo finaliza com um: “Então ela percebeu algo entrando pela ferida de seu braço e a dor foi alucinante.” ou “Ao perceber melhor a escuridão que tomava conta daquele canto do quarto, viu dois olhos. Ao dar mais um passo um ruído saltou para cima de seu corpo e o grito abafou a noite.” – o que vem a seguir são pulos pelos quais nunca teremos acesso.

Uma outra mania que me irrita em um dos autores é a de sustentar em inúmeras passagens a frase: “balançou a cabeça”. Não é dito se o balançar da cabeça é positivo ou negativo, o personagem apenas balança a cabeça. Temos que seguir uma lógica toda para talvez descobrir o sentido correto daquele ato.

Tome cuidado com Noturno. Você pode odiar, pode amar, ou pode ficar indiferente, como eu. Não sei se vou ler a trilogia. Não sei se vou comprar o segundo livro. Não sei o que vou fazer com esse meu exemplar. Só sei que comprei um produto esperando algo a altura de Del Toro e me decepcionei. Não podemos ser bons em tudo, não é? Mas parece que o livro vai virar filme, porque não? Talvez a coisa dê uma melhorada.

Eu não diria tanto, mas foi o que ele disse. Lars Von Trier afirmou ser o melhor diretor do mundo durante a coletiva de imprensa do filme Anticristo. Mas o assunto aqui não é esse, e sim o filme em si.

Eu já havia lido sobre o filme. Eu já havia assistido o trailer. Eu não estava dando a mínima pra ele. Na verdade, o título em questão chama a atenção, ainda mais com tal diretor, só que após todo esse trajeto não consegui associar a idéia ao nome. Agora, após assistir ao filme, entendo o porquê. Nem sempre os filmes intitulam-se como realmente são. Talvez, esses poucos, assim como Anticristo, tenham a essência impressa no nome, porém a grandeza não se explica apenas por ele, e sim com toda a construção que será mostrada durante o longa.

Antes de mais nada é bom avisar que o filme pode chocar. E isso não é aquela baboseira que você provavelmente está acostumado a ler ou ouvir. É sério! Esqueça Jogos Mortais e O Albergue. Anticristo não teve o intuito de ser um filme de terror, muito menos ser comparado a esses dois citados, mas existem cenas fortes como os tais e é bom estar avisado disso. Aliás, creio que essa informação devia estar presente no pôster do filme: “Atenção! Este filme contém cenas fortes de mutilação e sexo. Apenas maiores de 16 anos podem assisti-lo.” Eu nem sei qual a classificação etária, mas pelo menos essa que eu disse é necessária.

Agora eu falarei o que achei do filme. Para começar, seguindo sua própria sequência, eu diria sublime. Logo na primeia sequência de cena somos tomados por uma trilha sonora envolvente, onde a fotografia em preto e branco nos transmite uma tranquilidade e calma tremenda. O que assusta é que tudo isso acontece numa cena trágica. No entanto, na cena também temos prazer. É uma mistura de prazer e tragédia, tudo acontecendo ao mesmo tempo. Lembrando-se que isso é apenas o começo. A primeira cena de muitas outras, e que aliás já mostra um ângulo do que está por vir e que muitos puritanos não irão gostar.

Após a tragédia as coisas começam a se formar. O filme passa a se dividir em três capítulos. Luto, Dor e Desespero. A tragédia que não citei, é a morte de uma criança, filho do casal protagonista – Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg. A esposa encontra-se num luto desesperador, e seu marido tenta ajudá-la com sua própria profissão, a análise. Após algumas tentativas, tentando encontrar os medos de sua esposa, ele resolve ir até a cabana que possuem na floresta, para de uma vez por todas acabar com os medos de sua mulher. Na floresta muitas coisas acontecem, e se você quer saber é só ver o filme. Sinceramente não quero estragar nenhuma surpresa, seja ela boa ou ruim.

O filme precisa de atenção total. Nada de assisti-lo em família. Se for ver no cinema, vá sozinho. Se for alugar, também. Tente não comer nada durante ele, pois eu falo sério sobre a atenção que deve ser dada. Ele merece isso. Vá junto com ele, aprecie, entenda conforme queira e vá até o fim. Muitas coisas irão se misturar, como o medo, a religião, a loucura, a crendice, a cultura, o bem, o mal, e por aí vai. A simbologia do filme é grande, por isso não perca os detalhes. A natureza está representada como algo grande no filme. Mas quando eu digo natureza, leia como um todo. A natureza humana, a mãe natureza e qualquer coisa que se possa empregar esse nome. E essa natureza não parece ser tão boa na cabeça de Von Trier.

No fim, o filme torna-se um pouco perturbador, mas em nenhum momento dá vontade de sair antes do fim. Pelo menos não pra mim. Seus momentos sublimes ainda estão lá, e a cena final é tão confortante quanto a inicial, para compôr uma sincronia ainda melhor.

Os três mendigos

Caso queira assistir a entrevista em que Von Trier afirma ser o melhor diretor de cinema do mundo, é só acessar o site do Festival de Cannes. Além disso ele responde à outras perguntas, inclusive a que é questionado pelo porque ter feito esse filme. Pelo visto muitos ficaram chocados ou não entenderam o lado poético do filme. Se é que ele existe de verdade, não é?

😉

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