12 Horas de Sono

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Estamos na reta final das eleições 2010. Domingo que vem, dia 03 de Outubro, será o dia mais importante para nós brasileiros até daqui a 4 anos. Portanto, vote consciente. O grande problema é estar consciente o suficiente nessas eleições. Digo isso por experiência própria. Já fiz pesquisas sobre cada candidato e continuo na dúvida. Está difícil, porque algo me diz que não devo votar em Dilma Rousseff, que por ironia está em primeiro lugar das pesquisas em larga vantagem. Algo também me diz que não devo votar em José Serra, que está em segundo lugar nas pesquisas, e dificilmente chegará a apresentar riscos à Dilma. Por último, temos Marina Silva, que está em terceiro lugar nas pesquisas e mesmo sendo uma das esperanças de muitos eleitores ainda indecisos, é improvável que cresça tanto. Marina me agrada, mas não me sinto seguro em dizer que é a minha candidata, pois assim como os demais, até os que nem aparecem nas pesquisas, possui características que me incomodam. Com isso tudo dito, tentarei fazer uma análise, quem sabe não exercito meu raciocínio e consigo finalmente escolher meu candidato? Vamos lá!

Dilma Rousseff

Candidata do PT. É natural de Belo Horizonte. Formada em Economia, foi secretária estadual de Minas, Energia e Comunicação no Rio Grande do Sul. No governo Lula, foi ministra de Minas e Energia e depois ministra-chefe da Casa Civil. Gastou cerca de 160 milhões em sua campanha. Tem como vice Michel Temer e seu patrimônio chega a 1,06 milhão.

Propostas e promessas:

Saúde – Criar a Rede Cegonha para oferecer acompanhamento à gestantes. Distribuir remédios gratuitamente para hipertensão e diabetes através da rede Aqui tem Farmácia Popular. Ampliar os programas Saúde da Família, Farmácia Popular e Brasil Sorridente. Ampliar a variedade de medicamentos com descontos subsidiados pelo governo federal disponíveis em farmácias particulares. Criar 500 Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e redes Cegonha de saúde.

Educação – Garantir quadras cobertas em 10 mil escolas públicas. Criar escolas técnicas em cidades com mais de 50 mil habitantes. Cnstruir 6 mil creches no país e abrir escolas técnicas em todos os municípios brasileiros com mais de 40 mil habitantes. Aumentar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento tecnológico e inovação de 1,34% do PIB para algo como 1,8% a 2%. Alcançar o número de 220 mil mestres e doutores no Brasil.

Economia – Reajustas o salário mínimo para acima da inflação. Reduzir impostos sobre os investimentos produtivos. Criar o Conselho Nacional de Defesa do Consumidor, para definir e monitorar a política nacional de defesa do consumidor. Possibilidade abertura do capital da Infraero, criando uma empresa de capital misto, similar à Petrobras. Criar o Ministério do Empreendedorismo, como forma de estimular o crescimento das micro e pequenas empresas.

Segurança – implantar 2.800 postos de polícia comunitária. Possibilitar a devolução imediata de ICMS para as empresas exportadoras. Reduzir os impostos sob a folha de pagamentos das empresas, remédios e investimentos em energia. Aumentar o números de VANTs (Veículos Aéreos não Tripulados) para segurança no Rio de Janeiro.

Transporte – Concluir a ferrovia Norte-Sul que cortará os estados do Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Medidas Sociais – Ampliar e aperfeiçoar os programas sociais do governo Lula, como o Bolsa Família. Contratar 2 milhões de moradias para pessoas de renda de até 5 salários mínimos. Criar 800 praças públicas com quadras poliesportivas no país para incentivar a formação de novos atletas. Criar uma linha de financiamento para a compra de eletrodomésticos e móveis.

Meio Ambiente – Nada.

Política – Reestruturar e fortalecer o Sistema Nacional de Defesa Civil com a criação da carreira de agente da Defesa Civil.

Minha opinião:

Dilma me incomoda um pouco, ou talvez até demais. Ouço muito por aí “Voto na Dilma porque ela continuará o que o Lula fez!”. Concordo que o Lula, por mais que tenha cometido alguns erros, teve um bom governo e acertou mais do que errou. Mas cá entre nós, Dilma é Dilma, e Lula é Lula. Ela tem o apoio do homem, mas irá trabalhar por conta própria. O Lula não estará de papagaio em todas as reuniões ou em problemas que surgirem. Nós votamos na pessoa que se responsabilizará pelo Brasil, e não numa pessoa que dependerá de outra para tomar decisões. Se fosse assim, seria melhor criarmos uma lei em que seja possível uma nova reeleição. Suas propostas são interessantes, outras nem tanto. Só que Dilma não me passa confiança. Nos debates a vejo gaguejar e fugir de perguntas simples, que deveriam ser respondidas sem rodeios. Ela me parece insegura e despreparada para o cargo. Meu voto com certeza não será dela, porém, se for eleita, só me restará torcer para que eu esteja completamente enganado. O que me agrada mais é seu vice.

José Serra

Candidato do PSDB. Ex-governador de São Paulo, já foi deputado federal, senador e ministro da Saúde e do Planejamento. Tem formação superior em Economia, concluída no Chile, e em Engenharia, pela Universidade de São Paulo. Gastou cerca de 180 milhões em sua campanha. Tem como vice Indio da Costa e seu patrimônio chega a 1,42 milhão.

Propostas e promessas:

Saúde – Formar 500 mil técnicos em enfermagem. Manter a lei atual sobre o aborto. Duplicar a campanha de vacinação de idosos contra gripe e incluir crianças. Ter, ao final de dois anos, em todos os estados, 150 AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) e policlínicas com capacidade de realizar 27 milhões de consultas por ano. Implementar multirões da saúde, como feitos durante seu governo em São Paulo. fazer uma cesta de remédios gratuitos com cerca de 80 medicamentos para serem distribuídos aos municípios. Criar programa Mãe Brasileira, projeto de maternidade e acompanhamento médico. Pagar, pelo SUS, internações de dependentes químicos em clínicas especializadas. Regulamentar a emenda 29 que prevê mais recursos para a área da saúde. Criar o Ministério Extraordinário para Pessoas com Deficiência.

Educação – Criar uma Bolsa-Adolescente, que seria uma ajuda para que  jovens concluam o ensino profissionalizante. Colocar dois professores por sala da primeira série do ensino fundamental. Criar o ProTec, versão do ProUni para o ensino técnico. Distribuir 100 milhões de livros para a rede pública de ensino. Multiplicar os cursos de qualificação para trabalhadores desempregados.

Economia – Reajustar em 10% todas as aposentadorias e pensões concedidas pelo INSS. Criar o décimo terceiro salário para o Bolsa Família. Ampliação da banda larga de 12,2 milhões para 40 milhões brasileiros. Reduzir o imposto sobre saneamento básico e energia elétrica. Elevar o salário mínimo de R$510 para R$600. Expandir o Nota Fiscal Paulista para todo o Brasil. Apresentar proposta para o fim de PIS e Cofins para obras de saneamento básico.

Segurança – Criar o Ministério da Segurança Pública para combater o crime no país.

Transporte – Extinguir o imposto sobre combustível e sobre todos os outros componentes do transporte coletivo. Ampliar os portos na BA, MA, PE, PB. Ampliar e modernizar os aeroportos Confins (MG), Afonso Pena (PR), Marechal Rondon (MT), Santa Genoveva (GO), Guarulhos (SP) e Eduardo Gomes (AM). Duplicar a BR-381, rodovia Fernão Dias. Pavimentar a Transamazônica. Construir 400 Km de metrô em 9 cidades.

Medidas Sociais – Erradicar a pobreza. Levar o evento Virada Cultural para todo o país. Duplicar o número de famílias que recebem o Bolsa Família.

Meio Ambiente – Nada.

Política – Candidato será obrigado a comparecer a debates durante a campanha eleitoral. implantar o voto distrital puro no município de até 200 mil habitantes para a próxima eleição. Fazer uma reforma ministerial e reduzir o número de pastas, entre ela a de Assuntos Estratégicos. Criar um programa nacional de apoio ao turismo religioso.

Minha opinião:

Serra parece ser um bom homem, mas assim como Dilma também não me cheira bem. O motivo aqui é até mais misterioso, já que em contrapartida à Dilma, ele não gagueja, não foge tanto de perguntas. A única coisa que consigo identificar em mim, que me deixa com pé atrás em relação ao Serra, é o foco em apenas uma área. A saúde do Brasil precisa sim de uma melhoria enorme, mas não é apenas aí que devemos investir tanto dinheiro. A educação, na minha opinião, precisa estar sempre em primeiro lugar. Não adianta termos grandes projetos de ampliação e modernização de hospitais e postos de saúde se cada vez mais a formação de profissionais na área piora. Precisamos investir em tudo, de maneira correta, sem pôr os pés pelas mãos.

Marina Silva

Candidata do PV. Nasceu no Acre, onde formou-se em história. Foi vereadora em Rio Branco, deputada estadual e senadora. Atuou no governo Lula como ministra do Meio Ambiente, de 2003 a maio de 2008. Participou da fundação do PT, do qual se desfiliou em 2009. Gastou cerca de 90 milhões em sua campanha. Tem como vice Guilherme Leal e seu patrimônio chega a 149,2 mil.

Propostas e promessas:

Saúde – Ampliar os programas de acesso a medicamentos e associá-los a tratamentos com acupuntura. Criar um plebiscito para que a sociedade discuta o termo aborto. Universalizar o tratamento de hipertensão e diabetes. Ampliar os programas Saúde da Família, Farmácia Popular e Brasil Sorridente.

Educação – Expandir a rede de escolas técnicas para responder às demandas do mercado de trabalho, priorizando-se as profissões relacionadas à economia verde. Garantir o acesso a computador e internet aos professores. Criar um fundo de investimento para a produção cultural do Brasil de cerca de 1 bilhão. Construir uma biblioteca em cada município brasileiro. Aumentar de 5% para 7% do PIB o investimento em educação. Criar um sistema que integre as novas tecnologias, para que os professores tenham educação continuada e troquem experiência.

Economia – Criar um Sistema Nacional de Economia Solidária, em bases sustentáveis, e fomentar os empreendimentos solidários. Estender a rede de banda larga, além de 1Mbps, seja via linha telefônica fixa, celular, cabo de fibra ótica, eletricidade ou outra forma de acesso sem fio.

Segurança – Criar carreira única em cada polícia, adequar política salarial à importância e riscos de sua função.

Transporte –  A ênfase deve ser dada às ferrovias, às hidrovias e aos sistemas híbridos combinando biocombustíveis e eletricidade.

Medidas Sociais – Criar uma Agenda Nacional do Clima para prevenção de desastres naturais. Investir 20 bilhões por ano, durante uma década, em saneamento básico no país. Criar uma rede com 300 mil agentes de desenvolvimento da família para atender 15 milhões de famílias abaixo da linha de pobreza. Criar o programa Internet para Todos com desoneração fiscal de impostos para o setor como Fust, PIS, Cofins e OPI.

Meio Ambiente – Promover incentivos governamentais para estimular setores produtivos a ampliarem a oferta de produtos mais duráveis, reaproveitáveis, menos tóxicos e a custo acessível a toda população. Investir em novas tecnologias verdes em substituição a produção de petróleo. Criar um índice de emissões de gases causadores do efeito estufa.

Política – Criar uma Constituinte exclusiva para reforma política e tributária. Criar Inspetoria Nacional de Direitos Humanos. Reativar o Fundo Nacional de Defesa Civil.

Minha opinião:

Marina, dentre os três candidatos, é a que mais me agrada. Não a escolhi ainda, mas isso está perto de acontecer. Porém, isso não significa que ela é a melhor opção, significa que ela é a menos pior. Suas propostas que visam a auto-sustentabilidade me satisfazem, mas, assim como Serra, não deve ser prioridade, e sim apenas mais um passo a dar pela melhoria do país. Seus papos ecológicos são ótimos, mas não podemos esquecer das demais áreas em que ainda somos carentes. Muita coisa que ela promete se iguala a propostas de outros candidatos, o que gera maior interesse em mim, fazendo com que não seja uma opção singular, possibilitando também novas ideias de governo.

***

Todas as propostas e promessas colocadas no texto à cima foram pesquisados na internet, em sites oficiais do próprios candidatos e em sites informativos que acompanham a eleição 2010. Algumas propostas devem ter ficado de fora, e outras menos relevantes não foram inclusas. Vale lembrar que é MUITO importante ficarmos de olho nos vices de cada candidato, pois é nele que nossas esperanças estarão focadas caso seja necessário sua entrada. Também é importante conhecer melhor toda a vida política dos candidatos, pois o passado os condena ou os absolve. Para isso, irei disponibilizar uma mini-biografia deles abaixo.

Depois disso tudo, creio que a única coisa que me resta dizer é: tomara que escolhamos bem nosso presidente da república. Bom domingo a todos, e pensem bem no nosso futuro.

Trajetória dos candidatos

Dilma Rousseff

José Serra

Marina Silva

O que acontece quando um filme tem um bom plot, fotografia maravilhosa, algumas boas atuações, uma direção interessante, mas peca na hora do produto final? Quer dizer, existe um potencial, mas em determinado ponto tende a cair de produção e termina num beco sem saída. O que aocntece é que nada acontece. É a realidade de The Book of Eli.

Eli – Denzel Washington – é um homem que sobreviveu à guerra que houve na Terra há cerca de 30 anos. Ele vive por si só, caçando sua própria comida, juntando objetos e trocando-os por outros objetos, ou água, através de cidades e vilarejos que passa. Durante essa guerra, pela qual entendi ter sido santa, todas as bíblias do mundo foram destruídas. Não foi falado sobre os demais livros religiosos, como o alcorão, mas acredito que tenham levado o mesmo fim. Certo dia Eli encontrou um livro de capa dura, bonito, grosso e com uma trava. Em sua capa existia um adorno de cruz, em baixo relevo. Ele estava diante de uma bíblia sagrada. Naquele mesmo momento ele ouviu uma voz, que o mandou seguir à Oeste, levando a bíblia para um lugar seguro, onde a partir dali os ensinamentos divinos poderiam novamente voltar a existir. Temos, definitivamente, um grande potencial. Uma bíblia sagrada em momentos de escassez tão grande faria milagres realmente. A maior parte das pessoas que viviam no mundo eram jovens, e já tinham perdido seus pais. Eram pessoas que necessitavam de esperança e de um líder. Se o livro caísse em mãos erradas, muita coisa ruim poderia acontecer, já que algo tão poderoso, que entra diretamente no coração e na mente das pessoas, poderia servir para utilidade própria de um só homem. Tornando os ensinamentos mentirosos e usando-os de forma incorreta.

O grande erro do filme é ser pretensioso. É quase um filme de cristão para cristãos. Em determinados pontos chega a incomodar, o que não deveria acontecer, já que é uma produção grande e de muitos investimentos. Quem não é cristão ou não tem religião sentirá o mesmo que eu. Para completar existem exageros que poderiam e deveriam ter ficado de fora. Tal qual Eli ser cego, e mesmo assim massacrar quem tenta atingi-lo de alguma forma. Eli lembrar de toda a bíblia e ditá-la ao bibliotecário. Solara – Mila Kunis – pegar as coisas de Eli e dar a atender que não é mais frágil como há alguns meses, colocando em nossas cabeças imagens bizarras de uma versão feminina de Eli. Entre outros que não são tão relevantes, mas estão lá.

The Book of Eli é um filme bonito, com boas cenas de ação e diálogos interessantes. Mas eu gosto de um filme por completo, e o final desse foi de matar.

***

Agora, o que acontece quando um filme não lhe dá expectativas, não gasta horrores, não pretende ser um recordista de bilheterias e no fim se mostra um belo filme? Acontece muita coisa. O sorriso em meu rosto, por exemplo, é algo importante. I Love You Phillip Morris é assim.

Estamos falando de gêneros diferentes de filme. Nesse esperamos por uma comédia, já que Jim carrey está dando vida à Steven Russell. A comédia existe, sutil, como tem sido ultimamente, mas conseguimos encontrar um pouco de drama no roteiro. Steven é um homem que se guardou no armário por alguns anos, até não aguentar mais e resolver sair dele. Assumiu para sua esposa que era gay, que a traía com homens, e foi viver sua vida. Após desistir da carreira de policial, resolveu investir em golpes. Ele conhecia bem os métodos e a burocracia, então não teve receios em começar seus pequenos delitos. Aos poucos foi ficando rico e sempre presenteava seu namorado – Rodrigo Santoro. O problema é que ele saiu do controle e foi preso. Na cadeia ele conheceu Phillip Morris – Ewan McGregor – e se apaixonou. A partir daí começam as hilárias tentativas de fuga da prisão. No filme ele se passa por várias pessoas, e inclusive finge ter várias formações acadêmicas, como: advogado, economista, médico, e por aí vai. É uma boa mistura de O Mentiroso e Prenda-me se for Capaz.

O resultado é muito divertido e vale a pena assistir. Na verdade os dois filmes valem a pena serem vistos. A diferença é que um se conclui muito mal, e o outro se conclui bem. Nem sempre o mais caro é melhor. Hollywood ainda não aprendeu isso.

É bom estar feliz. Aliás, é maravilhoso estar feliz, de bem com a vida, e tudo o mais. Eu não estou, e a maioria das pessoas no mundo não estão. Na verdade as pessoas se convencem estar bem, mas é apenas um ilusão do que realmente sentem. Você já se enganou sobre uma pessoa? Eu já me enganei sobre pelo menos duas. O pior é que isso sempre vem acompanhado da palavra “depois”. Nunca é “durante”. Só que o “depois” se completa com “sempre foi assim, só não percebi”.

Existem certas pessoas que dormem ao seu lado, ou já dormiram, que estão sempre dispostas a pôr as unhas de fora. Acho uma pena que a humanidade se baseia em desconfiança, mas infelizmente hoje é necessário. Por que ninguém aceita uma derrota ou um fim? São coisas ruins e dolorosas, mas são coisas que acontecem.  Nem mesmo a vida dura para sempre, quem me dera, então porque soltar cobras e lagartos, pelas costas, de quem um dia lhe deu a mão e proporcionou momentos? Eu não consigo entender. É preferível ser infinito e insuportável ao invés de finito e satisfatório? Não. Definitivamente não.

Essa é uma postagem inútil, apenas para que eu possa conversar comigo mesmo. Mas também serve para você que está lendo, caso esteja passando por algo assim. Perca com dignidade. Não faça showzinho ou toque no assunto sempre que ver seu oponente. Não fale mal do que um dia já gostou, ou até amou, e talvez ainda ame – mesmo que engane a si mesmo dizendo pra Deus e o mundo que não. Ainda ontem você estava chorando pelo mesmo motivo que diz lhe dar desgosto hoje. Não seja hipócrita e apenas cale-se. Viva a sua vida, ou sua NOVA vida com dignidade. Para esquecer o passado – o que é impossível – é preciso, PELO MENOS, parar de pensar nele. Como eu disse ser impossível, tente adormecê-lo. Já é um grande passo.

Viva por você e deixe o que não deseja morrer…

Eu sou de 1985. Não pude apreciar a década em que nasci como gostaria, mas a que veio em seguida não me decepcionou. Foi quando conheci o cenário do heavy metal, através de um primo. Minha primeira banda? Iron Maiden. Podia começar melhor? Acho que não. Ouvi pela primeira vez a música Fear of the Dark. A partir daí não teve jeito, o heavy metal passou a fazer parte da minha vida de uma foma abrangente. Meus primeiros álbuns comprados foram fear of the Dark, porque eu queria essa música disponível em casa de qualquer jeito, e Powerslave, porque no dia achei a capa bonita. Eu não fazia ideia de como o resto das músicas eram, mas parti do princípio que seguiria o padrão. Não foi bem assim que a coisa aconteceu, mas chegou perto. O Iron Maiden me mostrou que se pode fazer um belo som, pesado, pegado, com lindos solos, de forma diferente, mas não perdendo a raíz em que estão fortemente presos. Assim teve início a minha jornada.

Isso foi por volta de 1996, quando eu tinha 11 anos. Escutei Iron Maiden sem parar por um ou dois anos. Com o tempo adquiri mais álbuns e hoje tenho quase a discografia completa. Não gosto de coletâneas e singles – na maioria das vezes – por isso não incluam eles nessa lista. Com o tempo foram chegando novas bandas. O que definiu minha fissura pelo heavy metal de uma vez por todas foi conhecer Helloween, através de um amigo. A coisa não parou mais. Rhapsody, Blind Guardian, Angra, Edguy, Gamma Ray, Grave Digger, Saxon, Symphony X, etc. Mais perto de hoje, conheci Sonata Arctica, Kamelot e Vision Divine, ótimas confirmações de que o heavy metal não morreu. No fim, em pleno ano de 2010, quando eu achava que o heavy metal poderia estar definhando, me deparo com uma banda incrivelmente sensacional, novamente pela indicação do mesmo amigo. A banda chama-se Alestorm. Sim, o nome é péssimo, mas como me disseram uma vez: “não julgue o livro pela capa” – coisa que eu já fiz inúmeras vezes, inclusive quando comprei o Powerslave do Maiden. Não mais.

Ao ouvir o álbum intitulado Black Sails at Midnight com atenção, pude me sentir bem. O gênero é, como a própria banda diz, um true scottish pirate metal, traduzido para verdadeiro metal pirata escocês. Sem muitos detalhes fica como pirate metal, ou metal pirata. A banda, como pode-se perceber, é escocesa. E o estilo é uma pegada de folk metal com power metal. Para quem é alucinado, como eu, em histórias de piratas e em heavy metal deve ouvir essa banda. A primeira vista pode parecer uma banda de baixo escalão, mas isso é porque você não foi a fundo. Não consegue entender a letra só de ouvido? Procure a letra ou leia no encarte. Puríssimas histórias de pirata estão imortalizadas por essa banda de uma forma primorosa. Ainda pode melhorar, mas a banda é recente, se formou em 2004 e tem apenas dois álbuns até agora. O primeiro chama-se Captain Morgan’s Revenge, que ainda não ouvi, por isso não irei dar opinião, mas arrisco dizer que deve ser bom, no mínimo. O normal é a banda piorar com o tempo, o que definitivamente não deveria ser regra, mas é. É impressionante como ficamos apreensivos quando recebemos a notícia de lançamento de um novo álbum das bandas que amamos. Dependendo de algumas, dá até medo.

Se você leu isso e está na dúvida, confie em mim. Se você leu isso e está louco para ouvir, o que ainda está fazendo aqui? VAI OUVIR LOGO!

Integrantes da banda:

. Christopher Bowes – teclado e voz

. Dani Evans – guitarra

. Gareth Murdock – baixo

. Ian Wilson – bateria

A minha resposta ao título seria “sim”. O que vi em Bastardos Inglórios foi um novo Tarantino. Antes que atirem a primeira pedra, é melhor eu avisar que não achei o filme ruim. O filme é excelente, com cenas espetaculares e atuações sensacionais. Christoph Waltz me fez rir e ficar impressionado com sua atuação. Brad Pitt, mais uma vez, mostrou que aprendeu a atuar de verdade de uns tempos pra cá. Mélanie Laurent fez uma judia muito da puta e sedenta por vingança como ninguém. Então, não tinha nada de errado, correto? Não, não tinha. A não ser que você, como eu, esperava algo a mais que Tarantino sempre faz questão de nos mostrar.

Também é bom avisar que eu cansei daquele papo de toque Tarantinesco. Por favor, parem com isso! O cara tem umas idéias muito doidas? Tem. O cara escreve coisas boas? Escreve. O cara é um bom diretor? É. O que não podemos é tapar os olhos e acreditar sempre nessa ladainha. As únicas assinaturas dele nesse filme foram a trilha sonora e a edição, o resto qualquer um poderia ter feito. Aliás, se ninguém soubesse quem tinha escrito e dirigido, e a edição e a trilha sonora tivessem sido diferentes – sem capítulos, por exemplo – ninguém acertaria que o filme é dele.

Não estou falando mal do Tarantino, só estou falando que essa coisa toda já cansou. É bom mudar ou mostrar coisas diferentes de vez em quando. Bastardos Inglórios não é melhor que Cães de Aluguel e nem de Pulp Fiction, talvez próximo ou comparável, sem visar gastos e produção. Não gosto de Kill Bill, mas mesmo nele, Tarantino foi além como sempre vai. Bastardos pode ser louco, irreal e tudo mais, mas não tanto quanto os que acabei de citar.

Tarantino está entrando no cinema grande. Desde Kill Bill ele foi aprendendo, e agora parece ter abraçado de vez a fórmula de fazer dinheiro, porém, ainda bem, com requinte. Ele não filma ou escreve qualquer coisa, mas está seguindo o caminho dos demais filmes que vemos por aí, mesmo que com uma certa peculiaridade. Se não fosse por essa peculiaridade, seria apenas mais um. E essa peculiaridade não é o tal toque Tarantinesco, e sim talento. O mesmo talento que muitos outros diretores e roteiristas tem por aí.

No fim, senti que acabou faltando algo, mas isso aconteceu apenas por esperar algo completamente fora de sério, como geralmente seus filmes são. O toque misterioso, seja de um objeto ou de um personagem. Perguntas que ficam no ar, para que nós tenhamos opiniões diversas. Diálogos mais descontraídos ou até mais complexos, beirando o “nada a ver”. O tema do filme, e época, não se aplicaria a coisas assim, mas como é um filme dele, seria justo que tudo isso estivesse presente. Ou seja: ele quis ser simples e direto dessa vez. E conseguiu fazer um filme bom, que mostra algo que praticamente todos gostariam que tivesse sido verdade, e direto ao ponto. Um filme de início, meio e fim. Sem pulos, apenas com uma leve divisão de capítulos que não alteram em nada a sequência dos fatos.

Queria comentar algumas cenas e personagens. Na verdade, todas as cenas são ótimas, mas as cenas em que o Coronel Hans Landa está presente são um show a parte. Logo no início do filme percebemos que ele é um oficial altamente qualificado nas investigações. Apenas uma pessoa o enganou – ou não – no filme. Se você não viu ainda, veja e tire suas conclusões. Sem dúvida ele é o melhor do filme, como ator e personagem.

A cena mais engraçada do filme já é perto do fim, quando já dentro do cinema Landa se encontra com sua mais nova vítima – Bridget – e os três patetas. Aldo Raine tentando falar italiano é hilário: “Riverdeci!” com sotaque americano bem puxado.

Finalmente, a cena mais deliciosa de todo o filme é a da vingança. Aviso no telão e fogo neles, com direito a muitos furos no führer. Confesso que dei um sorriso no estilo psicopata quando a cena estava rolando. Impossível não desejar que algo assim tivesse acontecido.

Enfim… Tarantino mudou. Não deve ficar apenas assim, simples e direto. As vezes ele vai se lembrar que precisa fazer algo como antigamente. Esse revezamento é bom. Mesmo ele sendo considerado único, a mesmice cansa, e com essa mudança ele ganha pontos positivos, já que para ele não significa ficar ruim, apenas diferente do (a)normal.

Desculpem pela onda futebolística, mas o fim está próximo!!!

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Mengão!!!

Posted on: 18/10/2009

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