12 Horas de Sono

Archive for julho 2010

É bom estar feliz. Aliás, é maravilhoso estar feliz, de bem com a vida, e tudo o mais. Eu não estou, e a maioria das pessoas no mundo não estão. Na verdade as pessoas se convencem estar bem, mas é apenas um ilusão do que realmente sentem. Você já se enganou sobre uma pessoa? Eu já me enganei sobre pelo menos duas. O pior é que isso sempre vem acompanhado da palavra “depois”. Nunca é “durante”. Só que o “depois” se completa com “sempre foi assim, só não percebi”.

Existem certas pessoas que dormem ao seu lado, ou já dormiram, que estão sempre dispostas a pôr as unhas de fora. Acho uma pena que a humanidade se baseia em desconfiança, mas infelizmente hoje é necessário. Por que ninguém aceita uma derrota ou um fim? São coisas ruins e dolorosas, mas são coisas que acontecem.  Nem mesmo a vida dura para sempre, quem me dera, então porque soltar cobras e lagartos, pelas costas, de quem um dia lhe deu a mão e proporcionou momentos? Eu não consigo entender. É preferível ser infinito e insuportável ao invés de finito e satisfatório? Não. Definitivamente não.

Essa é uma postagem inútil, apenas para que eu possa conversar comigo mesmo. Mas também serve para você que está lendo, caso esteja passando por algo assim. Perca com dignidade. Não faça showzinho ou toque no assunto sempre que ver seu oponente. Não fale mal do que um dia já gostou, ou até amou, e talvez ainda ame – mesmo que engane a si mesmo dizendo pra Deus e o mundo que não. Ainda ontem você estava chorando pelo mesmo motivo que diz lhe dar desgosto hoje. Não seja hipócrita e apenas cale-se. Viva a sua vida, ou sua NOVA vida com dignidade. Para esquecer o passado – o que é impossível – é preciso, PELO MENOS, parar de pensar nele. Como eu disse ser impossível, tente adormecê-lo. Já é um grande passo.

Viva por você e deixe o que não deseja morrer…

Eu sou de 1985. Não pude apreciar a década em que nasci como gostaria, mas a que veio em seguida não me decepcionou. Foi quando conheci o cenário do heavy metal, através de um primo. Minha primeira banda? Iron Maiden. Podia começar melhor? Acho que não. Ouvi pela primeira vez a música Fear of the Dark. A partir daí não teve jeito, o heavy metal passou a fazer parte da minha vida de uma foma abrangente. Meus primeiros álbuns comprados foram fear of the Dark, porque eu queria essa música disponível em casa de qualquer jeito, e Powerslave, porque no dia achei a capa bonita. Eu não fazia ideia de como o resto das músicas eram, mas parti do princípio que seguiria o padrão. Não foi bem assim que a coisa aconteceu, mas chegou perto. O Iron Maiden me mostrou que se pode fazer um belo som, pesado, pegado, com lindos solos, de forma diferente, mas não perdendo a raíz em que estão fortemente presos. Assim teve início a minha jornada.

Isso foi por volta de 1996, quando eu tinha 11 anos. Escutei Iron Maiden sem parar por um ou dois anos. Com o tempo adquiri mais álbuns e hoje tenho quase a discografia completa. Não gosto de coletâneas e singles – na maioria das vezes – por isso não incluam eles nessa lista. Com o tempo foram chegando novas bandas. O que definiu minha fissura pelo heavy metal de uma vez por todas foi conhecer Helloween, através de um amigo. A coisa não parou mais. Rhapsody, Blind Guardian, Angra, Edguy, Gamma Ray, Grave Digger, Saxon, Symphony X, etc. Mais perto de hoje, conheci Sonata Arctica, Kamelot e Vision Divine, ótimas confirmações de que o heavy metal não morreu. No fim, em pleno ano de 2010, quando eu achava que o heavy metal poderia estar definhando, me deparo com uma banda incrivelmente sensacional, novamente pela indicação do mesmo amigo. A banda chama-se Alestorm. Sim, o nome é péssimo, mas como me disseram uma vez: “não julgue o livro pela capa” – coisa que eu já fiz inúmeras vezes, inclusive quando comprei o Powerslave do Maiden. Não mais.

Ao ouvir o álbum intitulado Black Sails at Midnight com atenção, pude me sentir bem. O gênero é, como a própria banda diz, um true scottish pirate metal, traduzido para verdadeiro metal pirata escocês. Sem muitos detalhes fica como pirate metal, ou metal pirata. A banda, como pode-se perceber, é escocesa. E o estilo é uma pegada de folk metal com power metal. Para quem é alucinado, como eu, em histórias de piratas e em heavy metal deve ouvir essa banda. A primeira vista pode parecer uma banda de baixo escalão, mas isso é porque você não foi a fundo. Não consegue entender a letra só de ouvido? Procure a letra ou leia no encarte. Puríssimas histórias de pirata estão imortalizadas por essa banda de uma forma primorosa. Ainda pode melhorar, mas a banda é recente, se formou em 2004 e tem apenas dois álbuns até agora. O primeiro chama-se Captain Morgan’s Revenge, que ainda não ouvi, por isso não irei dar opinião, mas arrisco dizer que deve ser bom, no mínimo. O normal é a banda piorar com o tempo, o que definitivamente não deveria ser regra, mas é. É impressionante como ficamos apreensivos quando recebemos a notícia de lançamento de um novo álbum das bandas que amamos. Dependendo de algumas, dá até medo.

Se você leu isso e está na dúvida, confie em mim. Se você leu isso e está louco para ouvir, o que ainda está fazendo aqui? VAI OUVIR LOGO!

Integrantes da banda:

. Christopher Bowes – teclado e voz

. Dani Evans – guitarra

. Gareth Murdock – baixo

. Ian Wilson – bateria


Antiguidade

Ih, é hoje!

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