12 Horas de Sono

Naissance des Pieuvres

Posted on: 22/01/2009

Pode chamá-lo pelo nome original, por Water Lilies ou Lírios D’água. O que importa é que esse filme retrata o lado humano do desejo e a atração pelo mesmo sexo. Sem nenhum tipo de preconceito mostrado, Water Lilies consegue nos fazer apreciar o amor, seja ele da forma que for. Eu diria que é o lado da descoberta com o lado da insegurança. As passagens da vida que nos guardam tantas surpresas, e nos põe dentro de uma relação tímida entre três meninas. O quase fim de uma amizade e o começo de uma paixão enloquecedora.

No começo assistimos a uma apresentação de nado sincronizado – ou ballet aquático. A primeira personagem nos é apresentada. Marie (Pauline Acquart) está fazendo o mesmo, também assistindo. Sua amiga Anne (Louise Blachère) está se apresentando no dia e durante a descontração um grupo de meninas entra na piscina. Ao comando dele está Floriane (Adèle Haenel), uma excelente bailarina das águas. Marie se encanta com a menina e começa a persegui-la até que consegue convencê-la a ir assistir os treinos do grupo. Com o passar do tempo o sentimento em Marie, que é mais nova que Floriane pelo menos uns 3 anos, vai crescendo, tomando conta dela por completo. Com mais um pouco de tempo isso começa a ser correspondido, mas de uma forma diferente.

Uma produção francesa sempre nos traz novas experiências. Naissence des Pieuvres é uma delas. A cena final do filme junto com a trilha sonora chega a nos arrepiar. Pode ser um filme que apenas trata de um romancezinho de adolescência com o diferencial de ser um filme homossexual – lésbico -, mas na verdade é um filme que mostra a realidade. Tudo pode nos acontecer. A sexualidade do ser humano é uma mínima parcela de todo dele. Os sentimentos nos afloram, ainda mais em idades confusas, e nos mostram caminhos diferentes, gostosos, mágicos, confortantes, entre outras coisas. Não sou gay, ok pessoal? hehehe… Apenas quero dizer que hoje odiamos algo, seja uma música, um filme, um estilo de vida. Amanhã podemos mudar drásticamente de opinião e do odiar passar a adorar.

Eu confesso aqui que acho bonito um relacionamento lésbico quando esse é verdadeiro. Nada de mulher-macho agarrando mulher-macho. Mas sim mulher amando outra mulher. O carinho e a delicadeza entre as atrizes durante o filme é sensacional.

Como nem toda história tem um final feliz, Lírios D’água também nos avisa dos receios, medos, oportunismos e, acima de tudo, a amizade. As vezes ela – a amizade – nos permite não fazer loucuras; “Você tem que ficar comigo. Sem você eu faço muitas loucuras”.

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