12 Horas de Sono

Seven Pounds

Posted on: 26/12/2008

“Em sete dias, Deus criou o mundo. Em sete segundos, eu destruí o meu”

 

Hoje é sexta-feira, dia 26 de Dezembro, e aproveitando o feriado de Natal, ao invés dos filmes estrearem hoje, o fim de semana começou mais cedo e ontem já estavam à disposição do público. Se eu estivesse nos EUA, minha opção semana passada teria sido Yes Man, porém, as novidades do Brasil são Seven Pounds e Marley and Me. Entre esses dois eu escolho Seven Pounds, e digo: Vale a pena.

Uma das coisas que me ajudou bastante a ter uma boa receptividade foi não saber muito sobre o filme. O trailer indicava alguns pontos que já era possível saber mais ou menos do que se tratava, mas como não procurei ler mais sobre ele, sai na vantagem e com pouca expectativa consegui sentir, quase que como alguém que é deixado em um lugar desconhecido, o que o filme queria mostrar.

O filme começa entregando bastante coisa, mas se engana quem acha que vai entender de cara o que está por acontecer. Will Smith interpreta um “agente do imposto de renda” que de princípio parece ser confuso. Não demonstra o porquê ele está ali, não nos diz o que ele quer, qual seu obejtivo. Mas com alguns minutos de filme já percebemos que “Ben Thomas” – vocês entenderão as aspas após assistirem –  é uma boa pessoa. Machucado, ferido, sem rumo, mas praticamente um anjo.

Sete pessoas. No passado e no presente o número sete é o seu objetivo. Um homem que tinha tudo. Possuía um ótimo trabalho, era casado com a mulher que amava e tinha uma vida maravilhosa, até que o número sete apareceu em sua vida e lhe tirou tudo isso. A culpa se faz presente em todo o filme. Nas expressões de Will Smith é possível perceber a dificuldade que Ben Thomas tem em viver. Ele tenta ir em frente, fazendo suas boas ações, mas seu sorriso é forçado e por dentro ele sabe disso, mas não importa, o importante é fazer quem quer que seja e precise feliz. Apenas resta uma condição: Para ele ajudar alguém, esse alguém deve ser uma boa pessoa.

Passando dias e mais dias procurando nomes que precisem de doações e que sejam compativeis com ele, Ben faz sua lista e começa a reparar o passado. Enquanto ainda caminha, pode ajudar e continuar vivo, mas a história muda quando, além de um cego, encontra uma mulher que precisa de um novo coração para sobreviver. Tudo complica ainda mais quando ele começa a visitá-la cosntantemente e acaba por se apaixonar recebendo reciprocidade no sentimento.

Eu não quero estragar mais do que já estraguei falando sobre o filme aqui. Existem alguns detalhes pelos quais nem comentei e que é melhor nem serem comentados. Esses detalhes envolvem um irmão, um amigo e um animal marinho. Will Smith pode não ter chamado muito público para os cinemas no fim de semana passado, e talvez nesse não mude muito o quadro, seja aqui ou lá fora. Só sei que o filme merece ser assistido, porque é uma lição de vida que junta coragem e bondade em um só lugar.

A direção me agradou bastante. Gabriele Muccino (À Procura da Felicidade) soube levar muito bem a história dificultando entregar tão rapidamente o desfecho, ainda mais colocando elementos que nos fazem ficar confusos – no bom sentido. A edição favoreceu muito para que esses elementos se confundissem de uma boa forma e fossem entendidos mais à frente. O elenco foi ótimo. O roteiro eu nem preciso me prolongar muito: Muito bom.

 

Trailer

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4 Respostas to "Seven Pounds"

Nossa, Guxta bom post hei 😉 Vou ver concerteza.

Tenho um meme ( http://amandaedalete.wordpress.com/2008/12/24/ultimos-memes-de-2008/) para vc no meu blog 😀

Feliz ano novo adiantado, porque vou viajar…
Abraço das Girls

Adorei! Não é nenhuma Brastem, mas faz gelo direitinho. Smith, como sempre, excepcional e certamente ganhará outra indicação ao Oscar. Não deve levar pq esse ano o páreo tá dureza. É aquela história…

Inclusive acho o caso do Will Smith o mesmo do Di Caprio. Ambos são injustiçados, ano após ano, e isso já é inadímissível. á tá provado que eles são muito bons. Di Caprio em Gangues de Nova York e Diamante de Sangue está fantástico. Smith em À Procura da Felicidade e Ali.

Enfim, Sete Vidas vale o ingresso, ao contrário de “Um Homem bom”, que acabei de ver… Decepção!

Putz!

Eu meio que já desisti do Viggo Mortensen. Tá bem fraquinho. Já quanto ao Daniel Craig, tô louco pra assistir Defiance.

Já em relação ao Oscar… Será? Acho difícil a indicação. Temos DiCaprio em Revolutionary Road, Sean Penn em Milk (pqp, que filme foda!), Brad Pitt em The Curious Case of Benjamin Button, Benicio Del Toro em Che, Tom Cruise em Valkyrie? Sei lá, mas é uma opção, Ralph Fiennes em The Reader, John Malchovic em Burn After Reading… Fora outros que eu esqueci, é muito filme!!!

Difícil esse ano, muito difícil…

Assisti finalmente…
Vale a pena, lindo *-*
Fiquei bem confusa em algumas partes do filme, mas mais pro final tdo faz sentido… Estamos precisando de boas pessoas no mundo, ultimamente so vemos o contrario de boas ações… hehehe

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