Publicado por: guxta em: novembro 24, 2009
A minha resposta ao título seria “sim”. O que vi em Bastardos Inglórios foi um novo Tarantino. Antes que atirem a primeira pedra, é melhor eu avisar que não achei o filme ruim. O filme é excelente, com cenas espetaculares e atuações sensacionais. Christoph Waltz me fez rir e ficar impressionado com sua atuação. Brad Pitt, mais uma vez, mostrou que aprendeu a atuar de verdade de uns tempos pra cá. Mélanie Laurent fez uma judia muito da puta e sedenta por vingança como ninguém. Então, não tinha nada de errado, correto? Não, não tinha. A não ser que você, como eu, esperava algo a mais que Tarantino sempre faz questão de nos mostrar.
Também é bom avisar que eu cansei daquele papo de toque Tarantinesco. Por favor, parem com isso! O cara tem umas idéias muito doidas? Tem. O cara escreve coisas boas? Escreve. O cara é um bom diretor? É. O que não podemos é tapar os olhos e acreditar sempre nessa ladainha. As únicas assinaturas dele nesse filme foram a trilha sonora e a edição, o resto qualquer um poderia ter feito. Aliás, se ninguém soubesse quem tinha escrito e dirigido, e a edição e a trilha sonora tivessem sido diferentes – sem capítulos, por exemplo – ninguém acertaria que o filme é dele.
Não estou falando mal do Tarantino, só estou falando que essa coisa toda já cansou. É bom mudar ou mostrar coisas diferentes de vez em quando. Bastardos Inglórios não é melhor que Cães de Aluguel e nem de Pulp Fiction, talvez próximo ou comparável, sem visar gastos e produção. Não gosto de Kill Bill, mas mesmo nele, Tarantino foi além como sempre vai. Bastardos pode ser louco, irreal e tudo mais, mas não tanto quanto os que acabei de citar.
Tarantino está entrando no cinema grande. Desde Kill Bill ele foi aprendendo, e agora parece ter abraçado de vez a fórmula de fazer dinheiro, porém, ainda bem, com requinte. Ele não filma ou escreve qualquer coisa, mas está seguindo o caminho dos demais filmes que vemos por aí, mesmo que com uma certa peculiaridade. Se não fosse por essa peculiaridade, seria apenas mais um. E essa peculiaridade não é o tal toque Tarantinesco, e sim talento. O mesmo talento que muitos outros diretores e roteiristas tem por aí.
No fim, senti que acabou faltando algo, mas isso aconteceu apenas por esperar algo completamente fora de sério, como geralmente seus filmes são. O toque misterioso, seja de um objeto ou de um personagem. Perguntas que ficam no ar, para que nós tenhamos opiniões diversas. Diálogos mais descontraídos ou até mais complexos, beirando o “nada a ver”. O tema do filme, e época, não se aplicaria a coisas assim, mas como é um filme dele, seria justo que tudo isso estivesse presente. Ou seja: ele quis ser simples e direto dessa vez. E conseguiu fazer um filme bom, que mostra algo que praticamente todos gostariam que tivesse sido verdade, e direto ao ponto. Um filme de início, meio e fim. Sem pulos, apenas com uma leve divisão de capítulos que não alteram em nada a sequência dos fatos.
Queria comentar algumas cenas e personagens. Na verdade, todas as cenas são ótimas, mas as cenas em que o Coronel Hans Landa está presente são um show a parte. Logo no início do filme percebemos que ele é um oficial altamente qualificado nas investigações. Apenas uma pessoa o enganou – ou não – no filme. Se você não viu ainda, veja e tire suas conclusões. Sem dúvida ele é o melhor do filme, como ator e personagem.
A cena mais engraçada do filme já é perto do fim, quando já dentro do cinema Landa se encontra com sua mais nova vítima – Bridget – e os três patetas. Aldo Raine tentando falar italiano é hilário: “Riverdeci!” com sotaque americano bem puxado.
Finalmente, a cena mais deliciosa de todo o filme é a da vingança. Aviso no telão e fogo neles, com direito a muitos furos no führer. Confesso que dei um sorriso no estilo psicopata quando a cena estava rolando. Impossível não desejar que algo assim tivesse acontecido.
Enfim… Tarantino mudou. Não deve ficar apenas assim, simples e direto. As vezes ele vai se lembrar que precisa fazer algo como antigamente. Esse revezamento é bom. Mesmo ele sendo considerado único, a mesmice cansa, e com essa mudança ele ganha pontos positivos, já que para ele não significa ficar ruim, apenas diferente do (a)normal.
Publicado por: guxta em: outubro 21, 2009
Desculpem pela onda futebolística, mas o fim está próximo!!!
Publicado por: guxta em: outubro 18, 2009

Preciso falar alguma coisa?
Publicado por: guxta em: outubro 13, 2009

Comecei a ler O Homem do Castelo Alto, livro de Philip K. Dick, também escritor de Valis, O Tempo dos Simulacros, entre outros. Para quem não sabe, Dick é responsável por Blade Runner ter surgido no cinema, já que o filme tem o argumento baseado no livro Do Androids Dream of Electric Sheep?
Os filmes à baixo também são baseados em novelas ou contos de Dick:
.Minority Report – Minority Report: A Nova Lei (com Tom Cruise)
.Total Recall - O Vingador do Futuro (com Arnold Schwarzenegger)
.Screamers – Assassinos Cibernéticos (com Peter Weller)
.Paycheck - O Pagamento (com Ben Affleck)
.A Scanner Darkly – O Homem Duplo (com Keanu Reeves)
Desde já faço uma indicação. Pelo que li até agora – umas 60 páginas – o livro é bom e interessante. A cabeça de Dick parece não ter limites para imaginar. Assim que terminar de ler atualizo a postagem.
Sinopse
Época – início de década de 1960. Negros são escravos. Judeus – os poucos que ainda existem – se escondem sob identidades falsas para não serem completamente exterminados. A África é um continente morto. Os Estados Unidos praticamente não existem mais. O mundo vive sob o domínio da Alemanha e do Japão. Que ninguém se espante com esse panorama – afinal, os nazistas ganharam a Segunda Guerra Mundial.
Em ‘O homem do castelo alto’, Dick oferece uma visão assustadora da história e levanta a grande questão; ‘O que é a realidade, afinal?’
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Segura as pontas que eu ainda estou lendo


Publicado por: guxta em: outubro 12, 2009

Como dizia Gabriel O Pensandor: Querem proibir, querem liberar…
Tudo isso é só para evitar a concorrência, porque não é Hollywood, mas é todo sucesso. Muito se fala do tal monopólio da maconha. Resta saber se o real monopólio está nas mãos dos traficantes ou nas mãos de pessoas com cargos elevados, jurídica, etc. A verdade é que muita gente pensa pela lado positivo e muita gente pensa pelo lado negativo, e assim nunca chegaremos a uma conclusão. Essa briga será eterna.
É fácil achar opiniões diversificadas, basta saber onde procurar. A maconha não é usado apenas por delinquentes. A maconha não é descriminada apenas por religiosos. A maconha não escolhe raça, classe ou cor. Sua liberação ou proibição vai da opinião de cada um. E não são apenas duas vertentes, e sim três. Quem é usuário, quem não é usuário e defende e quem não é usuário e não defende. Aliás, caberia um quarto: quem não é usuário e não está nem aí pra isso. Porém, ainda existem as opiniões que visam a maconha para comércio, e não apenas uso. Quem usa compra ou planta. Quem planta usa ou vende. Quem vende, as vezes nem usa e leva aquele dinheiro para outro lugar. O crime. Daí o dinheiro se transforma em armas. Como acabar com isso? Alguns diriam que liberando, mas quem vai garantir que quem planta, para uso, não irá vender ou dar? É um assunto complicado, pois implica em cada cabeça que for usufruir do direito de liberação.
O interessante é ver como a liberação não afeta alguns locais. No mundo, existem cidades que vendem não apenas drogas – não todas – mas prostituição e sexo em locais públicos. Bom, levando em conta que estamos falando do uso de drogas – ou da natureza – podemos afirmar que a prostituição também gera riscos de saúde – ainda mais dependendo do produto oferecido, hehehe -, assim como o álcool e o cigarro. Só que o cigarro e o álcool não caíram tanto nas graças do crime, pelo menos atualmente. Como explicar essas cidades? Dentro dela, as coisas fluem. Se em algum lugar por lá se vende drogas para fora do país, especialmente países que não possuem liberação do produto, é outra história. Aliás, se essa passagem é realizada de alguma forma, para chegar até aqui sem problemas, por exemplo, o problema é nosso, e não deles. Se a proibição é a solução, tem que se fazer direito. Hoje o número de usuários de maconha é gigante, concluindo que as leis sobre drogas, assim como todas as outras, não adiantam no Brasil. Não seria melhor sentar e tentar resolver esse problema melhor? Pegar cada um responsável por setor coincidente e projetar algo amplo? Sim, seria. O problema é isso ser feito. Afinal, como eu já disse, muitas pessoas lucram com o tráfico, e como a maconha não escolhe nem raça, nem cor, nem classe, muito menos conduta de vida/ética, ela também está em mãos poderosas muito além das de um traficante.
Hoje em dia é mais importante gastar bilhões em projetos esportivos – Pan-Americano, Copa, Olimpíadas – que em projetos sociais, leis de segurança, saúde, educação e por aí vai. Não estou dizendo que esse gasto com projetos esportivos não será bom para o nosso país, mas creio que antes estejamos necessitando de outras coisas. A prioridade não existe e com isso vamos “crescendo” de qualquer jeito.
Publicado por: guxta em: outubro 8, 2009

Acho que pelo menos 90% da população do Brasil sabe disso. Se não tem certeza, provavelmente desconfia. A Oi chegou para ficar e a cada ano que passa aumenta seus lucros de uma forma incrível, além de oferecer novos serviços. Muitos diriam que isso não é nada além de competência. De fato, isso não deixa de ser uma verdade. Nem eu e nem você discordamos que a empresa tem seus méritos e é bem administrada, mas alguns pontos também nos mostram que além de competência em sua administração, ela possui uma competência incrível em nos “roubar”.
A Oi é uma das empresas mais acionadas em tribunais, pelo menos no Rio de Janeiro. Não sou eu quem está falando isso, veja:
“A Oi foi a empresa mais acionada nos Juizados Especiais Cíveis (JEC’s) do Rio no ano passado. Segundo levantamento do Tribunal de Justiça do Estado, de Janeiro a Novembro de 2007, a concessionária respondeu a 40.567 processos, correspondente a 9,85% de todas as ações distribuídas aos juizados.”
- Esse artigo é de um site pelo qual não mencionarei por não permitir que seu conteúdo seja copiado. Caso eu queira passá-lo adiante em outro local, terei que entrar em contato com a Globo para poder comprá-lo ou obter autorização… Ops! Falei.
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Mas voltando ao assunto principal… Isso não é incrível? Muitas vezes nós somos taxados de mal informados e idiotas por essa empresa, quando na verdade, mal informados são seus funcionários que nos passam informações errôneas durante um contato. O que mais me apavora – de verdade – é que a justiça nada faz.
Já tivemos algumas vitórias sobre a Oi, como a diminuição de preço da internet banda larga no estado da Bahia – leia. Só resta saber se ela irá cumprir, e se cumprir irá permanecer assim. É um absurdo os valores cobrados em alguns estados. No Amazonas, por exemplo, o acesso à internet de 600 kbps é de R$425. Esse é o valor mais elevado da empresa para acesso à internet, mas em outros estados a coisa também é salgada. Como explicar esse preço? Inviabilidade técnica e despreparo regional? Que nada, isso é monopólio mesmo.
Quem não tem com quem competir cobra o que quer. Quem precisa ou quer usufruir do serviço, paga se puder. Não há conversa. Isso se explica no próprio caso do estado da Bahia. A Oi teria que baixar seus preços no estado e para isso um prazo foi determinado, porém o que realmente fez com que a mudança chegasse não foi exatamente a determinação jurídica e sim a concorrência. Os absurdos foram diminuídos com a chegada da GVT à Salvador.
Para reclamar da exploração de valores e poder que a Oi faz não é preciso se prender apenas à internet. Quantas pessoas já foram à justiça para reclamar de ligações que nunca fizeram? Quantas pessoas ligaram para a central de atendimento para reclamar de uma cobrança indevida? Aqui vai uma dica: não adianta juntar todos os seus familiares e amigos que mesmo assim não será possível contar nos dedos.
E o tal ‘Oi Conta Total’? A solução que a Oi prometia para o telefone fixo, que acabaria com as contas quilométricas e valores altíssimos através de planos super simples e funcionais? Besteira. Deu mais dor de cabeça ainda. O que adianta você assinar algo que lhe promete um valor, e no mês seguinte receber uma conta com o dobro, o triplo, ou mais ainda daquilo? Como pode um plano que seria de R$219,00 chegar aos taquicardíacos R$1.200? Essa nem o meu amigo conseguiu responder até hoje. A conta era dele.
No entanto, com tudo isso, a Oi cresce a cada ano. Se já tinha poder sobre telefonia – fixa e móvel – e internet banda larga, agora também ingressou na tv por assinatura. O preço é atraente, mas você arriscaria? Eu, sinceramente, não. Sempre existe o contrato de um ano, e com certeza eu me aborreceria mais que com a Sky. Em 2006 a Oi teve um lucro de R$1,3 bi, em 2007 R$2,4 bi e em 2008 parecia que ia superar qualquer expectativa quando de R$4,5 bi cai para a metade do lucro de 2007. Esse ano – 2009 – parece ainda pior, com uma queda de 98% até Maio. Só não devemos esquecer que a empresa comprou a Brasil Telecom, entre outros negócios que geraram dívidas. Se comprou, podia. Se abriu novo serviço, podia. Resta aguardar para ver o que acontece nos próximos anos.
O mais incrível é que mesmo com tudo isso: problemas, reclamações, cobranças indevidas, abusos de preço, serviços enganosos, etc. cada vez mais pessoas migram para a empresa. Com seu próprio crescimento e também a compra da Telecom, o aumento de clientes é de 45%.
Eu não gosto, nunca gostei e nunca irei gostar dessa empresa. Já tive dores de cabeça demais. Não temos pra onde fugir em certas ocasiões e recorremos a ela. Mas na primeira oportunidade com certeza pularei fora. Nesse dia irei responder à altura, direi TCHAU!
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